Música
Jorja Smith celebra dez anos de carreira com What Are The Odds antes de desembarcar no Brasil
Terceiro álbum de estúdio mostra uma artista mais livre e dançante, sem abandonar as histórias sobre amor, amadurecimento, perdas e as complexidades de crescer sob os holofotes
Dez anos depois de apresentar ao mundo a potência de sua voz em “Blue Lights”, Jorja Smith escolhe a dança para marcar o início de uma nova fase. A cantora e compositora britânica acaba de lançar What Are The Odds, seu terceiro álbum de estúdio, em um projeto que amplia os caminhos sonoros de uma das artistas mais importantes do R&B contemporâneo.
Com 12 faixas inéditas, o disco aproxima a vulnerabilidade presente nas letras de Jorja de uma sonoridade mais voltada para as pistas. A artista passeia por referências do UK Garage, Grime, 2-Step, UK Funky, Soulful House e Afro House, criando um trabalho que olha para as raízes da música urbana britânica enquanto incorpora novas possibilidades.
“Esse é um disco para te fazer dançar e curtir a vibe!”, define Jorja.
Apesar da atmosfera dançante, What Are The Odds não abandona a característica que acompanha a cantora desde o início da carreira: transformar experiências pessoais em narrativas musicais.
As 12 faixas atravessam temas como amizade, luto, traição, solidão, amor e amadurecimento, mostrando uma artista que parece cada vez mais confortável em transitar entre diferentes emoções.
Em “For Life”, Jorja aborda o amor a partir do apoio oferecido a um amigo que enfrenta o vício. Já em “Pretend”, a cantora encara a dor provocada por uma traição. Na faixa que dá nome ao álbum, ela reflete sobre os efeitos de crescer e amadurecer enquanto sua vida acontece sob os olhos do público.
O contraste entre letras profundas e produções feitas para movimentar o corpo se torna justamente uma das principais características do projeto.
Dez anos depois de “Blue Lights”
A escolha de lançar What Are The Odds neste momento também funciona como uma espécie de marco na trajetória de Jorja.
Em 2016, “Blue Lights” apresentou ao mundo uma jovem cantora britânica que rapidamente chamou atenção pela combinação entre R&B, soul, jazz e uma escrita socialmente consciente. Uma década depois, ela chega ao terceiro álbum sem a necessidade de repetir o passado.
O novo projeto representa uma artista interessada em experimentar. A mudança não significa abandonar sua identidade, mas permitir que ela se expanda.
A produção foi desenvolvida de maneira independente ao lado de P2J, colaborador de longa data de Jorja. O álbum nasceu durante três sessões de estúdio realizadas sem grandes pressões, processo que permitiu que as músicas encontrassem seus próprios caminhos. O resultado é um trabalho mais espontâneo e, ao mesmo tempo, seguro de sua personalidade.
Jorja Smith encontra Wizkid e Devlin
A diversidade sonora do álbum também aparece nas colaborações.
Em “Alive”, Jorja se encontra com o astro nigeriano Wizkid, aproximando o R&B britânico do universo do Afrobeats. A parceria reforça uma conexão que atravessa fronteiras e evidencia como as sonoridades negras produzidas em diferentes territórios continuam influenciando umas às outras.
Já “This City” traz a participação do rapper Devlin, referência do grime britânico. Para a faixa, o artista regravou versos de “London City”, criando um diálogo direto entre diferentes momentos da música urbana do Reino Unido.
São encontros que ajudam a desenhar o mapa musical de What Are The Odds: Londres, África e a pista de dança aparecem conectadas por uma mesma linguagem negra e contemporânea.
O disco também reúne os singles lançados anteriormente, entre eles “What’s Done Is Done” e a emocional “I Lied, You Lied”.
Uma nova fase chega ao Brasil
E se a nova era de Jorja Smith foi feita para ser sentida ao vivo, os fãs brasileiros não precisarão esperar muito. A artista tem quatro apresentações marcadas no Brasil entre outubro e novembro, passando por três cidades e dois grandes festivais.
Em São Paulo, Jorja se apresenta no Espaço Unimed, no dia 30 de outubro. Depois, segue para o Rio de Janeiro, onde participa do Rock the Mountain, em Petrópolis, nos dias 1º e 8 de novembro.
A cantora encerra a passagem pelo país em Salvador, no dia 7 de novembro, como uma das atrações do AFROPUNK Brasil.
A agenda coloca o novo álbum diante de um público que acompanha sua trajetória e também reforça a conexão da artista com a cena musical negra brasileira. What Are The Odds já está disponível nas plataformas digitais. E, em breve, o Brasil poderá ouvir essas novas histórias diretamente dos palcos.




