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Queniano condenado à morte processa polícia de Londres por erro judicial
Ali Kololo passou 12 anos na prisão, antes de ter condenação anulada em 2023

Ali Kololo, um queniano que passou mais de dez anos no corredor da morte após ser condenado injustamente pelo assassinato de um turista britânico, entrou com um processo contra a Polícia Metropolitana de Londres (Met).
Kololo defende que a corporação teve um papel fundamental no erro judicial ao apresentar provas enganosas durante seu julgamento no Quênia. A condenação de Kololo foi relacionada ao ataque ao casal David e Judith Tebbutt em um resort remoto no Quênia, em 2011. David, executivo do setor editorial, foi morto a tiros, enquanto Judith foi sequestrada e levada para a Somália, sendo libertada seis meses depois mediante pagamento de resgate.
O caso contra Kololo se baseou, principalmente, em uma análise de pegadas feita pela polícia britânica, que, segundo seus advogados, continha falhas graves e foi determinante para a condenação.
Apesar das evidências inconclusivas, ele foi condenado por roubo com violência e sentenciado à morte. A pena foi posteriormente comutada para prisão perpétua, até que sua condenação foi anulada em 2023.
A organização de direitos humanos Reprieve, que representa Kololo, afirmou que essa decisão violou normas do governo britânico, que proíbem qualquer assistência que possa resultar na aplicação da pena de morte.
Agora, Kololo, que está em seus 40 e poucos anos, busca compensação pelos anos passados na prisão em condições precárias.