4 de abril de 2025

Afri News

Quatro batalhões da PM-SP mais letais nos últimos quatro anos ainda não têm câmeras corporais

Batalhões sem câmeras estão entre os dez mais letais, responsáveis por 195 mortes no período analisado

• 10/02/2025
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Foto: Divulgação/PMSP
Quatro dos dez batalhões da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) com maior número de mortes nos últimos quatro anos ainda não contam com câmeras corporais. Os dispositivos começaram a ser adotados no estado em 2020 com o programa Olho Vivo, substituído pelo Muralha Paulista na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A informação foi levantada pela Ponte com base em dados do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os números foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

A distribuição das câmeras é alvo de uma disputa no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro, o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, determinou que os dispositivos sejam alocados prioritariamente em regiões com altos índices de letalidade policial. No entanto, no dia 29 de janeiro, a PM-SP iniciou testes com novos equipamentos em uma unidade que ocupa a 104ª posição no ranking de letalidade.

Os quatro batalhões sem câmeras entre os dez mais letais foram responsáveis por 195 mortes no período analisado. São eles:

47º BPM/I – atua em parte de Campinas e Indaiatuba 10º Baep – cobre a região de Piracicaba 20º BPM/I – localizado em Caraguatatuba e responsável por outras cidades do Litoral Norte 6º BPM/I – atua em Santos
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