19 de setembro de 2026

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Michael Sweetney, ex-NBA e ídolo de Georgetown, morre aos 43 anos; causa da morte não foi divulgada pela família

Ex-escolha de primeira rodada do Draft de 2003, atleta também ficou conhecido por falar abertamente sobre saúde mental após a aposentadoria

Barbara Braga | 18/09/2026
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- Crédito: @thestarledger

O mundo do basquete está de luto. Morreu aos 43 anos o ex-jogador da NBA Michael Sweetney, nome que marcou uma geração de fãs do basquete universitário norte-americano e que construiu uma trajetória de destaque dentro e fora das quadras. A morte foi confirmada por sua esposa, India Sweetney, nesta quinta-feira (17). Até o momento, a causa não foi divulgada pela família.

Selecionado pelo New York Knicks na nona posição do Draft de 2003, Sweetney chegou à NBA cercado de expectativas após se tornar um dos jogadores mais dominantes do basquete universitário dos Estados Unidos. Antes de vestir a camisa dos Knicks, ele brilhou pela tradicional Universidade de Georgetown, onde se consolidou como um dos principais atletas da história recente da instituição.

Sua morte gerou comoção entre ex-companheiros, treinadores, torcedores e integrantes da comunidade do basquete universitário, que lembraram não apenas suas conquistas esportivas, mas também sua atuação como mentor, treinador e defensor da saúde mental.

De Georgetown para a NBA

Nascido em Washington, D.C., e criado em Maryland, Sweetney chegou a Georgetown em 2000 e rapidamente se tornou uma das principais forças da equipe. Em sua última temporada universitária, registrou médias superiores a 22 pontos e 10 rebotes por jogo, sendo reconhecido como All-American e finalista de importantes premiações nacionais do basquete universitário.

Mesmo tendo atuado apenas três temporadas pela universidade, encerrou sua passagem entre os líderes históricos da instituição em pontos, rebotes e tocos, consolidando seu nome entre os grandes jogadores da história dos Hoyas.

O desempenho chamou a atenção da NBA e o levou ao Draft de 2003, uma das classes mais talentosas da história da liga, que contou com nomes como LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Chris Bosh. Sweetney foi escolhido pelo New York Knicks com a nona seleção geral.

Uma carreira marcada por desafios

Na NBA, o ala-pivô atuou por New York Knicks e Chicago Bulls. Embora não tenha alcançado o mesmo protagonismo que teve no período universitário, construiu uma carreira respeitada e seguiu jogando profissionalmente por diferentes países após deixar a liga norte-americana.

Ao longo dos anos, passou por equipes na China, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e Uruguai, mantendo-se ativo no basquete internacional até encerrar a carreira profissional em 2017.

A luta contra a depressão

Uma das marcas da trajetória de Sweetney foi sua disposição para falar publicamente sobre saúde mental.

Após o fim de sua carreira na NBA, ele revelou ter enfrentado períodos profundos de depressão e chegou a relatar uma tentativa de suicídio durante seus primeiros anos como jogador profissional. Em entrevistas posteriores, passou a usar sua própria história para conscientizar atletas e jovens sobre a importância de buscar ajuda.

Ao abordar um tema historicamente cercado por estigmas no esporte de alto rendimento, especialmente entre homens negros, Sweetney transformou uma experiência dolorosa em instrumento de acolhimento e orientação para outras pessoas.

Um novo papel fora das quadras

Depois de encerrar a carreira como atleta, Sweetney encontrou uma nova missão no esporte.

Em 2019, passou a atuar como assistente técnico da equipe masculina da Yeshiva University, em Nova York, além de trabalhar na formação de jovens atletas. Ex-jogadores e colegas frequentemente destacavam sua dedicação à educação, ao desenvolvimento pessoal e ao acompanhamento de estudantes dentro e fora das quadras.

As homenagens que surgiram após sua morte ressaltam justamente esse legado. Para muitos, Michael Sweetney será lembrado não apenas pelo talento que o levou da universidade à NBA, mas pela maneira como transformou suas experiências em apoio para outras pessoas.

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Barbara Braga