17 de agosto de 2026

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Marina Silva sofre tentativa de agressão durante ato de campanha voltado às mulheres em São Paulo

Ex-ministra e candidata ao Senado participava de uma caminhada com mulheres ao lado de Fernando Haddad quando foi abordada de forma hostil por um homem no centro da capital paulista

Barbara Braga | 17/08/2026
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- Crédito: Geraldo Magela / Agência Senado

A participação de Marina Silva em uma caminhada de campanha no centro de São Paulo terminou em tensão nesta segunda-feira (17). A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado foi alvo de uma tentativa de agressão durante um evento voltado ao eleitorado feminino, realizado ao lado de Fernando Haddad, candidato ao governo paulista.

Segundo relatos de pessoas presentes no local, um homem se aproximou de Marina de maneira agressiva, fazendo provocações verbais e chegando a encostar nela antes de ser contido por assessores e apoiadores que acompanhavam a caminhada. A candidata não ficou ferida, mas precisou se afastar da atividade e buscar abrigo em um estabelecimento próximo.

O episódio aconteceu durante uma agenda que reunia lideranças políticas e tinha como foco a discussão de propostas voltadas às mulheres. A presença de nomes como Simone Tebet e Erika Hilton reforçava justamente a tentativa de dialogar sobre segurança, direitos e participação feminina na política.

Embora Marina não tenha sofrido ferimentos, o episódio rapidamente ganhou repercussão por expor uma questão que há anos preocupa especialistas e movimentos sociais: a violência política, especialmente quando direcionada a mulheres que ocupam espaços de liderança.

A abordagem aconteceu em um contexto que deveria simbolizar participação democrática e debate público. Em vez disso, transformou-se em mais um exemplo de como a hostilidade tem se tornado parte da experiência de muitas mulheres na política brasileira.

Marina Silva é uma das figuras mais conhecidas da política nacional. Com uma trajetória construída entre a defesa do meio ambiente, dos direitos humanos e da democracia, ela ocupa há décadas um espaço de destaque no debate público brasileiro. Ainda assim, sua visibilidade não a torna imune a episódios de intimidação.

Reações ao episódio

Após o ocorrido, lideranças que participavam da caminhada condenaram a ação. Fernando Haddad classificou o episódio como uma tentativa de intimidação, enquanto Simone Tebet destacou o caráter misógino da agressão sofrida por Marina.

O caso também repercutiu entre analistas políticos. A jornalista Daniela Lima avaliou que o episódio reflete um cenário em que a agressividade alimentada nas redes sociais ultrapassa o ambiente virtual e passa a se manifestar fisicamente nos espaços públicos.

A tentativa de agressão contra Marina Silva acontece em um momento em que a presença de mulheres na política brasileira continua crescendo, mas ainda enfrenta obstáculos significativos.

Dados e estudos sobre participação política apontam que candidatas e ocupantes de cargos públicos frequentemente enfrentam ataques que vão além da divergência de ideias. A violência pode aparecer em forma de intimidação, ameaças, assédio, agressões verbais e, em alguns casos, tentativas de agressão física.

Quando o alvo é uma mulher, especialmente uma mulher que ocupa posição de liderança, esses episódios costumam carregar também elementos de machismo e silenciamento.

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Barbara Braga