7 de outubro de 2026

Afri News

Mariana saiu para a escola e não voltou: o desaparecimento que mobiliza Nova Iguaçu

Caso da menina de 10 anos mobiliza moradores da Baixada Fluminense e reacende o debate sobre segurança no trajeto escolar, desaparecimento infantil e o direito de crianças chegarem à escola e voltarem para casa em segurança

Barbara Braga | 07/10/2026
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- Crédito: Reprodução: Arquivo Pessoal

O trajeto era curto. Menos de um quilômetro separava a casa da escola. Um caminho comum, repetido diariamente por milhares de crianças brasileiras. Mas, para a família de Mariana Queiroz de Carvalho, de 10 anos, a rotina foi interrompida no último dia 1º de outubro, quando a menina saiu de casa, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para ir à escola e nunca chegou ao destino.

Desde então, a busca por Mariana mobiliza familiares, vizinhos, moradores da região e autoridades. Cartazes circulam pelas redes sociais, grupos comunitários organizam mobilizações e equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizam diligências na tentativa de localizar a criança.

Segundo relatos da família, Mariana saiu de casa usando uniforme escolar e carregando uma mochila lilás. Horas depois, quando o irmão foi buscá-la na escola, recebeu a informação de que ela não havia comparecido às aulas naquele dia. Foi nesse momento que começou uma corrida contra o tempo.

Familiares percorreram hospitais, unidades do Instituto Médico Legal e diferentes pontos da cidade em busca de informações. O desaparecimento foi registrado e passou a ser investigado pelo Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Nos dias seguintes, a mobilização ultrapassou os limites da família. Moradores de Nova Iguaçu passaram a compartilhar imagens da menina nas redes sociais, organizar buscas e cobrar respostas das autoridades. O caso ganhou repercussão e passou a mobilizar diferentes setores da sociedade.

Enquanto as investigações seguem em andamento, o desaparecimento de Mariana chama atenção para uma realidade que afeta milhares de famílias brasileiras: a insegurança enfrentada por crianças e adolescentes em seus deslocamentos diários.

O caminho para a escola costuma representar independência, aprendizado e construção de autonomia. No entanto, para muitas famílias, especialmente em territórios periféricos, ele também evidencia desafios relacionados à segurança pública, à mobilidade urbana e à ausência de políticas de proteção voltadas à infância.

No caso de Mariana, a distância entre casa e escola era pequena. Ainda assim, a menina desapareceu antes de chegar ao local onde estudava.

@portaljuniorcomenta Menina de 10 anos desaparece a caminho da escola em Nova Iguaçu, e mãe incendeia a própria casa após o sumiço. Polícia investiga o caso. #casomariana #riodejaneiro #desaparecida #luto ♬ som original – portaljuniorcomenta

Nos últimos dias, equipes de busca realizaram operações em áreas próximas à residência da família. Durante uma das ações, foram encontrados materiais que foram encaminhados para perícia. Até o momento, as autoridades não confirmaram qualquer relação entre os itens localizados e o desaparecimento da criança.

Outro episódio que chamou atenção foi o incêndio registrado na residência da família dias após o desaparecimento. Segundo relatos divulgados pela imprensa, a mãe de Mariana sofreu um forte abalo emocional diante da ausência da filha. O caso aumentou ainda mais a comoção em torno da história e evidenciou o impacto psicológico vivido por famílias que enfrentam situações semelhantes.

Em meio às especulações que costumam surgir em casos de grande repercussão, uma informação permanece inalterada: Mariana continua desaparecida.

Por isso, familiares e moradores insistem na importância de manter as buscas ativas e o caso em evidência. Quando uma criança desaparece, o tempo se torna um dos fatores mais importantes para a investigação, mas também para a esperança de quem aguarda notícias.

A história de Mariana ultrapassa os limites de um caso policial. Ela fala sobre o direito de crianças ocuparem os espaços da cidade com segurança, sobre a responsabilidade coletiva de proteger a infância e sobre o impacto que o desaparecimento de uma criança provoca em toda uma comunidade.

Enquanto Nova Iguaçu continua procurando por respostas, permanece também uma pergunta que mobiliza familiares, amigos e moradores da região: onde está Mariana?

Até que essa resposta chegue, a mobilização segue como uma forma de garantir que sua história não seja esquecida e que nenhuma criança desaparecida seja reduzida a apenas mais um número nas estatísticas.

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Barbara Braga