12 de fevereiro de 2026

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Jaafar Jackson diz que interpretar Michael foi “um chamado” e promete retrato fiel do Rei do Pop no cinema

Sobrinho do astro, afirma que precisou “conquistar o papel” e buscar autenticidade “a partir das raízes” na cinebiografia ‘Michael’, prevista para 2026

Barbara Braga | 12/02/2026
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- Crédito: Captura de tela: YouTube/Lionsgate Movies; Imagem: Cortesia da Lionsgate

A responsabilidade é gigantesca: interpretar um dos artistas mais influentes do século 20. Mas, para Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, o desafio não foi encarado como um simples papel e sim como algo mais íntimo, quase inevitável.

Em entrevista ao site The Root, Jaafar abriu o coração sobre o processo de assumir o protagonismo da cinebiografia “Michael”, prevista para chegar aos cinemas em 2026. Para ele, a experiência não começou com ambição de carreira ou desejo de reconhecimento, mas com uma sensação de missão.

Eu nunca sonhei em ser ator, nem sequer pensei em interpretá-lo, mas eu sabia que era um chamado”, afirmou.

“Conquistar o papel”: o peso de carregar um sobrenome e um legado

Jaafar também destacou que, apesar de carregar o sobrenome Jackson, precisou provar à equipe que estava pronto para o desafio. Em vez de ser tratado como “escolha óbvia”, ele descreve um processo que exigiu entrega e construção.

Para dar vida ao Michael, eu realmente tive que conquistar o papel e provar aos cineastas que eu era capaz de me tornar o Michael”, disse.

A fala chama atenção porque toca em um ponto delicado: o quanto um legado familiar pode abrir portas, mas também aumentar a cobrança. Interpretar Michael, no caso de Jaafar, significa caminhar entre duas pressões ao mesmo tempo: a do público e a da própria história.

Na entrevista, Jaafar deixa claro que a proposta não é “copiar” Michael, mas buscar uma interpretação que respeite sua essência. Ele explica que precisou começar “do começo”, como quem estuda não apenas movimentos e voz, mas principalmente o que sustentava o artista por dentro.

No fundo, foi começar pelas raízes e encontrar essa autenticidade”, contou.

A cinebiografia “Michael” chega cercada de expectativas por um motivo óbvio: o cantor é um dos nomes mais amados, e também mais controversos, da história da música. O longa promete atravessar diferentes fases da trajetória do artista, do fenômeno juvenil nos Jackson 5 ao auge global como Rei do Pop.

Jaafar, por sua vez, reforça que sentiu uma atmosfera de respeito e entrega no set, como se toda a equipe estivesse consciente de que o filme não é apenas entretenimento: é memória cultural.

Eu senti esse amor pelo Michael todos os dias no set, vindo da equipe e do elenco. Todo mundo tinha esse amor e queria colocar coração e alma nisso”, afirmou.

Para Jaafar, a promessa parece ser clara: não se trata apenas de representar Michael para o público, mas de tentar honrar um legado que atravessa gerações, fronteiras e culturas.

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Barbara Braga