Afri News
Empresa concorda em pagar US$ 28 milhões em processo por preconceito racial
Companhia nega as acusações após processo movido por ex-funcionária

A empresa Google concordou em pagar US$ 28 milhões (cerca de R$ 159 milhões) para encerrar uma ação judicial que alegava discriminação racial em salários e oportunidades de carreira dentro da empresa. O processo, movido em 2021 pela ex-funcionária Ana Cantu, argumentava que trabalhadores brancos e asiáticos recebiam remuneração e promoções mais vantajosas em comparação com funcionários de outras origens étnicas.
Apesar do acordo, a empresa negou as acusações. “Chegamos a uma resolução, mas continuamos a discordar das alegações de que tratamos alguém de forma diferente e seguimos comprometidos a pagar, contratar e nivelar todos os funcionários de maneira justa”, afirmou um porta-voz do Google à BBC.
A ação judicial teve como base um documento interno vazado, que indicava que funcionários hispânicos, latinos, nativos americanos e de outras origens eram contratados com salários e cargos iniciais inferiores.

Segundo os advogados da acusação, essa prática perpetuava desigualdades raciais históricas, já que o Google utilizava o histórico salarial dos candidatos como critério para definir a remuneração inicial.
O processo representava mais de 6.600 funcionários contratados entre fevereiro de 2018 e dezembro de 2024. O acordo foi aprovado preliminarmente pelo juiz Charles Adams, do Tribunal Superior do Condado de Santa Clara, na Califórnia.