África
Casos de Ebola na República Democrática do Congo são “a ponta do iceberg”, segundo Coalizão Global de Vacinas
Segundo a OMS, são 600 casos suspeitos e mais de 130 mortes suspeitas até o momento, mas acreditam que o número pode ser maior
A situação na República Democrática do Congo está longe de acabar. Na última quinta-feira (21), uma representante do Conselho da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) comentou que os casos de Ebola no país africano são “apenas a ponta do iceberg” e é difícil desenvolver uma vacina segura e eficaz dentro do prazo estipulado de três meses.
“Descrevi este surto como um iceberg; vimos a ponta do iceberg, e à medida que nos aproximamos, percebemos que a ponta é bastante grande”, disse Jane Halton, presidente da coalizão global de vacinas em uma coletiva de imprensa em Genebra.
Anteriormente, a CEPI, que financia o desenvolvimento de novas vacinas e está analisando potenciais candidatas para o Ebola, havia estabelecido a meta de ter uma vacina segura e eficaz para grandes surtos em 100 dias. A pesquisadora não deu um novo prazo.
Na última semana, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto da cepa Bundibugyo do vírus ebola no RD Congo e Uganda uma situação de emergência global. Segundo a OMS, são 600 casos suspeitos e mais de 130 mortes suspeitas até o momento, mas acreditam que o número pode ser maior.
“Já estamos falando de centenas de casos e centenas de mortes, mas a verdade é que os números reais são muito maiores”, revelou Halton.
Diferente da cepa Zaire, que já possui vacinas aprovadas, a cepa Bundibugyo ainda não conta com imunizantes amplamente disponíveis, o que dificulta as estratégias de contenção rápida. Segundo Halton, a organização já estava coletando anticorpos e iniciando os trabalhos para uma nova vacina antes da epidemia.
A situação no país acabou afetando também o mundo do futebol. A seleção da RD Congo declarou que decidiu cancelar os preparativos para a Copa do Mundo devido a situação.




