4 de abril de 2025

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Ator mirim Ygor Marçal troca de escola após relatar racismo e família decide processar instituição

Em novembro, irmã do ator usou as redes sociais para expor o caso, relatando que Ygor sofreu agressões verbais e foi excluído por colegas

• 07/02/2025
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Foto: Reprodução/Instagram (@ygormarcal_oficial)

O ator mirim Ygor Marçal, de 11 anos, conhecido por seus papéis em ‘Amor Perfeito‘ e ‘Salvese Quem Puder’, decidiu mudar de escola após relatar ter sido vítima de racismo no Colégio Batista, instituição particular localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo sua família, a escola não tomou providências diante das denúncias, e um processo será movido contra a instituição.

“Ele pediu para sair. Não queria mais ficar lá. E a escola não fez nada a respeito. Então, tiramos ele”, afirmou ao EXTRA a irmã do ator, Fernanda Ribeiro, de 21 anos, atriz e dubladora.

Em novembro, Fernanda usou as redes sociais para expor o caso, relatando que Ygor sofreu agressões verbais e foi excluído por colegas. Segundo ela, o ator foi chamado de “macaco” e de “ladrão”, além de ouvir que não poderia jogar futebol porque seus colegas diziam ter “pretofobia”. Em outro episódio, durante uma feira de empreendedorismo na escola, uma colega teria se recusado a aceitar sua ajuda, dizendo que não queria auxílio de um “pretinho”.

Foto: Reprodução/Instagram (@ygormarcal_oficial)


O próprio Ygor falou sobre como se sentiu ao sofrer as ofensas. “Quando me chamaram de macaco, me senti muito desconfortável, triste. É como se tivesse uma parte de mim saindo”, declarou o ator. Ele revelou que demorou a contar para sua mãe por receio da reação e por gostar da escola. No entanto, com o tempo, apresentou mudanças de comportamento, perdeu o apetite e insistiu para ser transferido.

Fernanda lamentou a falta de ação da instituição. “Meu irmão se fechou, não queria comer, não queria mais ir para a escola. E o pior é que, mesmo o colégio sabendo de tudo, ninguém fez nada. A única coisa que fizeram foi pedir para as crianças escreverem o que gostavam nelas mesmas e o que o colégio poderia mudar”, desabafou.

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