13 de julho de 2026

Esportes

Victória Barros e Naná fazem história em Wimbledon mesmo sem o título

Brasileiras ficaram com o vice-campeonato juvenil de duplas, mas deixaram Londres como símbolos de um futuro cada vez mais promissor para o esporte nacional

Barbara Braga | 13/07/2026
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- Crédito: @vickybarross | @nauhanyvitoria_silva | @redetenisbrasil | @espnbrasil

O troféu não veio, mas a história sim. Em um dos palcos mais tradicionais do esporte mundial, Victória Barros e Nauhany “Naná” Silva encerraram a campanha em Wimbledon como vice-campeãs da chave juvenil de duplas. O resultado colocou duas jovens brasileiras no centro de uma conversa que vai muito além do placar: a de uma geração que começa a ocupar espaços que durante muito tempo pareceram distantes para o tênis nacional.

A derrota para a dupla tcheca formada por Jana Kovackova e Katerina Zajickova encerrou a caminhada das brasileiras no torneio inglês, mas não diminuiu a dimensão do feito alcançado ao longo de duas semanas em Londres.

Uma campanha que chamou atenção do mundo

Antes da decisão, Victória e Naná haviam construído uma trajetória sólida, superando adversárias de diferentes países e confirmando o potencial que já vinha sendo apontado por quem acompanha o circuito juvenil internacional.

A presença na final também reforçou um momento raro para o tênis brasileiro. Em 2026, o país voltou a figurar em decisões importantes de Wimbledon, tanto nas categorias juvenis quanto entre os profissionais, evidenciando uma renovação que começa a ganhar forma dentro das quadras.

Se Naná chega ao segundo semestre da temporada embalada por títulos importantes conquistados no circuito juvenil sul-americano, Victória segue consolidando uma trajetória que tem chamado atenção não apenas pelos resultados, mas também pelo simbolismo.

A tenista potiguar tornou-se um dos principais nomes da nova geração do esporte brasileiro e integra um grupo cada vez maior de jovens atletas negras que desafiam barreiras históricas dentro de modalidades onde a representatividade ainda é limitada.

Em um esporte frequentemente associado a estruturas de acesso restritas, ver duas adolescentes brasileiras disputando uma final de Wimbledon é também enxergar novas possibilidades sendo construídas.

O futuro já chegou

O vice-campeonato em Londres não encerra uma história. Pelo contrário. A campanha de Victória Barros e Naná Silva funciona como um lembrete de que o tênis brasileiro vive um momento de transformação. E que muitas das protagonistas desse novo capítulo ainda nem completaram a maioridade.

Se Wimbledon costuma ser o palco onde surgem as futuras estrelas do circuito mundial, o Brasil tem motivos de sobra para acompanhar de perto os próximos passos dessas duas jovens.

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Barbara Braga