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Vai ao Rock in Rio 2026? Conheça 10 artistas negros que podem virar seus novos favoritos
De nomes já consagrados a vozes que estão renovando a música brasileira e internacional, artistas negros ocupam diferentes palcos da Cidade do Rock
O Rock in Rio 2026 está prestes a começar, e enquanto nomes gigantes como Elton John, Foo Fighters, Gilberto Gil, Black Eyed Peas, Stray Kids e Maroon 5 concentram boa parte dos holofotes, existe outra possibilidade para quem vai à Cidade do Rock: chegar ao festival disposto a descobrir artistas novos.
A edição deste ano reúne cerca de 190 apresentações, distribuídas por diferentes palcos e estilos musicais. No meio de uma programação tão extensa, alguns nomes podem acabar passando despercebidos por quem está focado apenas nos grandes headliners.
É justamente aí que está uma das experiências mais interessantes de um festival desse tamanho.
Para a Africanize, selecionamos 10 artistas negros que vale conhecer antes do Rock in Rio 2026. São nomes brasileiros e internacionais que representam diferentes momentos da música negra contemporânea, e que podem fazer você sair da Cidade do Rock com uma nova descoberta na playlist.
1. Luedji Luna
Uma das vozes mais marcantes da nova MPB, Luedji Luna chega ao Rock in Rio com uma trajetória construída entre a música brasileira, o jazz, o neo-soul e as referências da cultura afro-baiana.
A cantora se apresenta no Palco Sunset em 11 de setembro, ao lado de Jota.pê e Zaynara, em um encontro que reúne diferentes gerações e regiões da música brasileira.
Seu trabalho também é atravessado por temas como identidade, ancestralidade, afetos e experiência negra, transformando questões pessoais em canções que dialogam com uma geração inteira.
2. Bruna Black
A voz de Bruna Black também estará presente no Rock in Rio, no dia 13 de setembro, no Palco Supernova.
A artista vem construindo seu espaço na nova música brasileira com uma sonoridade que transita por R&B, pop, soul e referências da música negra contemporânea.
Sua presença no festival é uma oportunidade para conhecer uma artista que representa justamente esse movimento de renovação da música brasileira, em que diferentes gêneros se encontram e novas possibilidades são criadas.
3. Duquesa
Para quem acompanha a nova cena do rap e do R&B nacional, Duquesa é um nome que merece atenção.
A artista baiana estará no Palco Sunset em 11 de setembro, em apresentação com Os Garotin e PJ Morton? [Nota editorial: confirmar a composição exata do encontro antes da publicação.]
Com uma estética própria e uma produção que mistura rap, R&B e referências da cultura urbana, Duquesa vem se consolidando como uma das artistas de destaque da nova geração. Sua trajetória também representa um movimento importante: o crescimento de mulheres negras ocupando espaços cada vez maiores dentro da música urbana brasileira.
4. Melly
Outra artista baiana que vale colocar no radar é Melly, que se apresenta no Palco Supernova em 7 de setembro.
A cantora e compositora transita por diferentes possibilidades da música contemporânea, combinando elementos de R&B, pop e música urbana em uma identidade artística própria.
A participação no Rock in Rio acontece em um momento importante de sua carreira e coloca uma nova voz negra da Bahia diante de um dos maiores públicos do país. Lembrando que em junho deste ano, a cantora desembarcou em Portugal para se apresentar no aclamado palco do Rock in Rio Lisboa, um marco divisor de águas: após rodar a Europa em formato intimista no ano passado.
5. Amaro Freitas
Se você ainda não conhece Amaro Freitas, o Rock in Rio pode ser a porta de entrada para um dos trabalhos mais inventivos do jazz brasileiro contemporâneo.
O pianista pernambucano se apresenta no Palco Sunset em 12 de setembro, ao lado de Criolo e Dino D’Santiago. Sua música parte do jazz, mas incorpora elementos de maracatu, frevo, ritmos afro-brasileiros e referências da cultura pernambucana.
É justamente essa capacidade de transformar tradição em experimentação que faz de Amaro um dos nomes mais interessantes da música instrumental brasileira atual.
6. Dino D’Santiago
Nascido em Portugal e filho de cabo-verdianos, Dino D’Santiago representa no festival uma conexão direta entre diferentes territórios da diáspora africana.
O artista também estará no Palco Sunset em 12 de setembro, no encontro com Criolo e Amaro Freitas.
Seu trabalho aproxima soul, R&B, música africana, morna e funaná, criando uma sonoridade que atravessa fronteiras e idiomas. Sua presença também ajuda a mostrar que a música negra contemporânea não cabe dentro de uma única geografia.
7. Calema
Formado pelos irmãos António e Fradique Mendes Ferreira, o Calema leva ao Rock in Rio uma perspectiva vinda de São Tomé e Príncipe. A dupla se apresenta no Palco Sunset em 6 de setembro e é um dos principais nomes da música lusófona contemporânea.
Com uma sonoridade que dialoga com afropop, R&B e ritmos africanos, o Calema construiu uma enorme audiência nos países de língua portuguesa e se tornou um dos grandes exemplos da circulação da música africana pelo mundo.
Para o público brasileiro, é uma oportunidade de ampliar o mapa da música em português para além das fronteiras do país.
8. Nova Twins
Quem pensa em rock como um território exclusivamente branco precisa conhecer as Nova Twins. Formada por Amy Love e Georgia South, a dupla britânica mistura rock, punk, grime e música eletrônica em uma sonoridade agressiva e contemporânea.
As duas se apresentam no Palco Mundo em 4 de setembro, antes de Foo Fighters. Nova Twins representam uma transformação dentro de um gênero historicamente marcado pela pouca presença de artistas negras em posições de protagonismo.
9. PJ Morton
Integrante do Maroon 5 e dono de uma carreira solo consolidada, PJ Morton também estará no Rock in Rio.
O artista norte-americano se apresenta no Palco Sunset em 11 de setembro e traz para o festival uma mistura de soul, R&B, gospel e música pop.
Além do trabalho com o Maroon 5, Morton construiu uma identidade própria como artista solo, explorando diferentes possibilidades da música negra norte-americana. Sua apresentação é uma oportunidade de perceber como a tradição do soul e do gospel continua influenciando a música contemporânea.
10. Jota.pê
Fechando a lista está Jota.pê, um dos nomes que vêm ganhando espaço na nova geração da música brasileira. O cantor se apresenta no Palco Sunset em 11 de setembro, em um encontro com Luedji Luna e Zaynara.
Seu trabalho transita pela MPB, soul, samba e referências afro-brasileiras, com uma produção que atualiza elementos tradicionais para uma linguagem contemporânea.
O artista chega ao festival depois de conquistar reconhecimento internacional, incluindo quatro prêmios no Latin GRAMMY, e representa uma geração que está renovando a música brasileira sem abrir mão de suas raízes.
O interessante dessa programação é perceber que esses artistas não aparecem no festival como um bloco isolado. Eles estão espalhados por diferentes palcos, dias e gêneros. Há rap, rock, jazz, R&B, soul, MPB, afropop e música africana convivendo dentro da mesma programação.
É possível sair de uma apresentação de uma banda britânica formada por mulheres negras, passar por um artista de São Tomé e Príncipe, encontrar um músico de Cabo Verde e terminar o dia ouvindo novas vozes da música brasileira. Essa circulação é uma das partes mais interessantes do Rock in Rio 2026.
Por isso, antes de escolher apenas os grandes shows do Palco Mundo, vale olhar para os outros espaços da Cidade do Rock. Muitas vezes, é justamente ali que estão os artistas que podem se tornar os próximos nomes indispensáveis da sua playlist.
Serviço
O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Entre os artistas negros destacados nesta seleção estão Luedji Luna, Bruna Black, Duquesa, Melly, Amaro Freitas, Dino D’Santiago, Calema, Nova Twins, PJ Morton e Jota.pê.
A programação completa e os horários dos shows podem ser consultados nos canais oficiais do festival.




