Esportes
Uma Copa mais africana: pela primeira vez, 10 seleções africanas disputarão o título mundial
Com nomes como Mohamed Salah, Achraf Hakimi e Sadio Mané, África chega ao Mundial com ambições renovadas
Pela primeira vez, o continente Africano terá 10 seleções confirmadas no Mundial, ampliando sua presença no torneio graças ao novo formato com 48 países participantes. Mais do que um aumento numérico, a classificação representa também o crescimento do protagonismo africano dentro do futebol global.
As seleções africanas classificadas para a Copa são:
- Marrocos
- Senegal
- Gana
- Egito
- Costa do Marfim
- Argélia
- Tunísia
- África do Sul
- Cabo Verde
- República Democrática do Congo.
O cenário ajuda a consolidar uma transformação que já vinha sendo construída nos últimos anos.
Durante décadas, o continente teve participação limitada na Copa do Mundo, mesmo sendo uma das maiores potências formadoras de talentos do planeta. Em diferentes edições, seleções africanas precisavam disputar classificações extremamente competitivas por poucas vagas disponíveis.
Agora, a ampliação do Mundial permite que mais países levem suas histórias, culturas e identidades para o principal palco do futebol internacional.
Entre os destaques está a seleção do Marrocos, que chega ao torneio carregando a memória de uma campanha histórica no Catar, em 2022, quando se tornou o primeiro país africano e árabe a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo. A equipe comandada por Walid Regragui volta a ser apontada como uma das maiores forças do continente.
Outra seleção que chama atenção é Cabo Verde.
O pequeno arquipélago africano garantiu uma classificação inédita para a Copa do Mundo e se tornou uma das grandes histórias das eliminatórias africanas. O feito ganhou repercussão internacional por representar um dos maiores marcos da história do futebol cabo-verdiano.
A República Democrática do Congo também escreveu um capítulo especial ao conquistar a vaga após passar pelo complexo sistema de repescagem internacional, garantindo o décimo representante africano no torneio.
Além das estreantes e surpresas, o continente chega ao Mundial apoiado em seleções tradicionais.
Senegal, liderado por uma geração que consolidou o país entre as potências africanas recentes, volta à Copa ao lado de nomes históricos como Egito, de Mohamed Salah, Argélia, Tunísia, Gana e Costa do Marfim.
A África do Sul também retorna ao torneio após anos de ausência, reforçando um momento de recuperação importante do futebol local.
A presença de 10 seleções africanas acontece em um momento em que o futebol do continente ocupa cada vez mais espaço nos debates globais sobre identidade, representatividade e desenvolvimento esportivo.
Hoje, atletas africanos estão entre os protagonistas dos maiores clubes do mundo. Treinadores africanos conquistam visibilidade internacional.
E seleções que antes eram vistas apenas como participantes passam a ser tratadas como candidatas reais a campanhas históricas. A Copa de 2026 será a maior da história. E a África chegará a ela com sua maior representação de todos os tempos.




