Carnaval
Thelma Assis deixa a Mocidade Alegre após 21 anos de história no Carnaval
Ex-BBB encerra ciclo na atual campeã de São Paulo após construir trajetória como ritmista, passista, destaque de chão e da comissão de frente
Depois de 21 anos de história, Thelma Assis anunciou sua saída da Mocidade Alegre. A médica, apresentadora e campeã do BBB 20 comunicou a decisão nas redes sociais nesta terça-feira (1º), encerrando um dos capítulos mais longos de sua trajetória no Carnaval de São Paulo.
Antes mesmo de se tornar conhecida nacionalmente, Thelma já fazia parte da chamada Morada do Samba. Ao longo de mais de duas décadas, ocupou diferentes lugares dentro da agremiação: foi ritmista, passista, destaque de chão e destaque da comissão de frente.
A despedida foi marcada pela memória e pelo reconhecimento da história construída junto à comunidade. Em sua publicação, Thelma afirmou que deixa a escola com tranquilidade diante de tudo o que viveu durante esse período.
“Muitas emoções, desfiles inesquecíveis, mas ciclos se encerram”, escreveu a artista, que também destacou o orgulho de ter feito parte da Mocidade Alegre.
A relação de Thelma com o Carnaval não nasceu depois da televisão. Pelo contrário: a Mocidade Alegre fez parte de sua trajetória antes da fama, quando ela ainda não era conhecida pelo grande público.
Em fevereiro deste ano, durante o Carnaval de 2026, Thelma relembrou ao gshow que estava havia 21 anos na escola e que começou a desfilar aos 18 anos, após receber o aval da mãe para participar do Carnaval.
Nesse período, sua trajetória foi se transformando junto com as diferentes funções que desempenhou na avenida. De ritmista e passista, passou a ocupar posições de destaque e chegou à comissão de frente, consolidando sua presença no Carnaval paulistano.
A relação também atravessou uma mudança importante em sua vida: em 2020, Thelma ganhou projeção nacional ao vencer o Big Brother Brasil 20. Mesmo depois da fama, porém, a ligação com o samba permaneceu como parte de sua identidade.
O último desfile foi uma homenagem a Léa Garcia
O encerramento desse ciclo acontece depois de um Carnaval especialmente simbólico.
Em 2026, a Mocidade Alegre levou para o Anhembi o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, dedicado à atriz Léa Garcia, uma das grandes referências da dramaturgia brasileira.
Thelma integrou a comissão de frente e representou Léa Garcia na avenida, ao lado de Fred Nicácio, que interpretou Abdias Nascimento. A apresentação abriu o desfile que posteriormente levaria a Mocidade Alegre ao título do Carnaval de São Paulo.
A conquista teve um significado ainda maior para Thelma: foi seu oitavo campeonato pela escola, enquanto a Mocidade chegou ao seu 13º título no Grupo Especial.
Assim, seu último Carnaval pela agremiação terminou com uma vitória, e com uma homenagem a uma mulher negra cuja trajetória também foi marcada pela abertura de caminhos em espaços nos quais a presença negra ainda era limitada.
O fim de um ciclo, não de uma história
Ao anunciar a saída, Thelma não revelou planos para defender outra escola no Carnaval de 2027. A publicação foi concentrada no encerramento de sua relação com a Mocidade e nas lembranças construídas ao longo dos anos.
Também não houve, até o momento, indicação pública de que a decisão tenha sido motivada por algum conflito com a agremiação. Pelo contrário: sua mensagem foi marcada por gratidão, orgulho e reconhecimento pela comunidade que acompanhou parte importante de sua vida.
“Ser sambista é um privilégio e ter pertencido à Mocidade Alegre sempre será motivo de orgulho”, declarou Thelma na despedida.
A frase resume uma relação que foi muito além de aparições na avenida. Foram 21 anos de pertencimento, atravessando diferentes fases da escola e da própria Thelma.




