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Shawn Wayans fala sobre o novo "Todo Mundo em Pânico", a reunião do elenco original e o legado da Família
Com uma estreia global recorde de US$ 105 milhões, o astro e co-roteirista celebra a volta do humor sem limites, o reencontro com Anna Faris e Regina Hall e a nova geração assumindo o controle da franquia.
Após mais de duas décadas afastados da franquia que ajudaram a imortalizar, os irmãos Wayans estão de volta ao controle e os números provam que o público estava com saudade. Todo Mundo em Pânico 6 (Scary Movie) estreou no início de junho esmagando a concorrência nas bilheterias.

O longa arrecadou impressionantes US$ 105,5 milhões em seu fim de semana de estreia global (sendo US$ 55 milhões apenas nos EUA), superando blockbusters de ação e registrando a maior abertura de toda a história da franquia. Com um orçamento de apenas US$ 30 milhões, o retorno estrondoso também fez com que a saga de comédia ultrapassasse a incrível marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial acumulada.
Em entrevista exclusiva à Africanize, o co-roteirista, produtor e ator Shawn Wayans, eternizado pelo papel do icônico e confuso Ray, abriu o jogo sobre a sensação de vestir a camisa da franquia novamente e garantir que o legado da comédia preta continue vivo.
Um Reencontro de Milhões (Literalmente)
O retorno da franquia, agora dirigida por Michael Tiddes, acontece em um momento cultural muito diferente daquele dos anos 2000.
“É bom estar de volta e me divertir, a energia é a mesma. Estou tentando me manter no personagem e com a mesma cadência de quando o interpretei nos dois primeiros filmes”.
Um dos maiores trunfos do sucesso do novo filme nas bilheterias foi o fator nostalgia, impulsionado pela volta de Anna Faris (Cindy Campbell) e Regina Hall (Brenda Meeks). Para Shawn, o reencontro nos sets foi emocionante após quase duas décadas de caminhos separados.

“Foi um grande reencontro ver a Anna e a Regina pela primeira vez em… eu provavelmente não via nenhuma das duas há uns 18, talvez 19 anos”, reflete. “Nós nos demos grandes abraços, ficamos felizes em nos ver e recomeçamos de onde paramos no último Todo Mundo em Pânico. Estamos apenas nos divertindo, ajudando uns aos outros com coisas engraçadas para fazer, simplesmente relembrando os velhos tempos e colocando o papo em dia.”
O ator também elogiou o talento das novas adições ao elenco, afirmando que os novos atores e performers possuem “personalidades ótimas e maravilhosas” e ajudaram a trazer frescor à produção.

Passando a Coroa: A Nova Geração Wayans
Se o primeiro Todo Mundo em Pânico (2000) consolidou a visão dos irmãos Wayans na virada do milênio, o novo lançamento serve também como uma verdadeira passagem de bastão familiar. A produção atual está recheada de filhos e sobrinhos que, há mais de vinte anos, andavam pelos bastidores dos primeiros longas aprendendo o negócio com os pais e os tios.
“Eles eram criancinhas quando fizemos o original, eram os bebezinhos do set e sempre ficavam intrigados com o que nós estávamos fazendo. Eles faziam anotações do tipo: ‘Aham, ok, vejo vocês em 20 anos'”, relembra Shawn com orgulho.

A prova de que a comédia corre no sangue estava por toda parte nos bastidores do sucesso de bilheteria:
“É muito legal e adorável ver meu sobrinho, o pequeno Greg, e o Craig, que é um dos co-roteiristas e produtores, e também temos a minha filha. Pude ver meu pai nas câmeras, o filho do meu irmão e o meu filho fazendo uma cena aqui também. Tem sido legal ver a próxima geração montando o seu planinho”, completou.
Com a família de volta ao controle, bilheterias nas alturas e o humor clássico intacto, Todo Mundo em Pânico prova que rir junto no cinema, afinal, continua sendo o melhor negócio.




