21 de julho de 2026

Entretenimento

Preta Gil é homenageada em noite de afeto, memória e resistência no Rio de Janeiro: “Quanto Mais Preta, Melhor”

Documentário e série inéditos revisitam a vida da artista e maroua um ano da partida da cantora e empresária

Barbara Braga | 21/07/2026
Thumbnail
- Crédito: @pretagil | @ifoodbrasil

Há pessoas que continuam presentes mesmo quando já não estão fisicamente aqui. Com Preta Gil, essa sensação parece ainda mais forte.

Um ano após a morte da cantora, atriz, empresária e uma das vozes mais importantes da cultura brasileira contemporânea, amigos, familiares e artistas se reuniram no Rio de Janeiro para celebrar sua trajetória durante o lançamento de “Quanto Mais Preta, Melhor”, projeto especial criado pela Globo e pelo Globoplay em homenagem ao legado da artista.

Realizado no Teatro do Copacabana Palace, o evento reuniu pessoas que fizeram parte da vida pessoal e profissional de Preta para a exibição de duas produções inéditas: o documentário “Preta – Eu Não Ando Só” e a série documental “Meu Nome é Preta”. As obras chegam ao público como um tributo à mulher que transformou sua existência em um exercício permanente de liberdade, afeto e representatividade.

Entre os presentes estavam familiares, amigos próximos, realizadores e profissionais envolvidos nas produções. A proposta do projeto é oferecer diferentes perspectivas sobre quem foi Preta Gil, reunindo imagens inéditas, registros pessoais e depoimentos de pessoas que testemunharam sua trajetória de perto.

Segundo a Globo, as duas produções se complementam: enquanto o documentário mergulha nos anos finais da artista e em sua rede de apoio durante o tratamento contra o câncer, a série revisita diferentes momentos de sua vida, da infância aos bastidores da carreira artística.

Muito além da música

Falar de Preta Gil nunca foi apenas falar de música.

Ao longo de décadas, ela construiu uma carreira que atravessou entretenimento, televisão, empreendedorismo e ativismo. Foi uma das primeiras artistas brasileiras a defender publicamente pautas relacionadas à diversidade, autoestima, liberdade corporal e direitos da população LGBTQIA+ em espaços de grande visibilidade.

Sua presença ajudou a ampliar debates sobre racismo, gordofobia e representatividade em uma indústria que historicamente tentou limitar quais corpos poderiam ocupar o centro da cena. Por isso, o título do projeto não parece apenas uma homenagem. “Quanto Mais Preta, Melhor” soa também como uma afirmação política.

Uma frase que resume a maneira como Preta ocupava espaços: sem pedir licença, sem diminuir sua potência e sempre abrindo caminhos para que outras pessoas negras pudessem fazer o mesmo.

TAGS:
AUTOR:
Barbara Braga