Esportes
"Rei Pelé – Maracanã": projeto quer rebatizar estação do metrô do Maracanã com o maior nome do futebol
Alerj aprova projeto e reforça o legado do maior atleta brasileiro de todos os tempos; proposta agora depende de sanção do governador
O Rio de Janeiro pode ganhar uma homenagem definitiva a um dos maiores símbolos do esporte mundial e um dos maiores ícones negros do século 20. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) aprovou, em segunda discussão, um projeto de lei que propõe renomear a atual Estação Maracanã, do metrô, para “Estação Rei Pelé – Maracanã”.
A proposta, registrada como PL 2181/2025, é de autoria do deputado estadual Rosenverg Reis (MDB) e agora segue para a etapa final: a decisão do governador Cláudio Castro, que poderá sancionar ou vetar a mudança.
Uma homenagem no caminho de quem vive o futebol
Mais do que uma troca de placa, a mudança pretendida tem um peso simbólico: a estação é um dos principais pontos de chegada para quem vai ao Maracanã, seja em dias de jogos, shows ou eventos culturais. Se sancionada, a nova nomenclatura colocará o nome de Pelé no cotidiano da cidade, na boca do povo, no trajeto, no anúncio do vagão e no mapa urbano.
O projeto defende que a homenagem é coerente com a relação histórica entre Pelé e o estádio. O Maracanã foi palco de momentos que ajudaram a construir o mito: do brilho em grandes partidas à eternização de jogadas que viraram memória coletiva do futebol brasileiro.
Pelé, memória nacional e símbolo negro global
A proposta também reacende um debate que vai além do esporte: quem o Brasil escolhe eternizar nos espaços públicos. Pelé não foi apenas um atleta extraordinário. Foi um homem negro que se tornou uma figura global em uma época em que o racismo era ainda mais explícito, e em que a ascensão de um brasileiro preto ao topo do mundo não era celebrada com naturalidade.
E, ainda assim, Pelé se tornou incontornável. Sua imagem atravessou fronteiras, idiomas e décadas. Ao colocar o nome dele em uma estação de metrô ligada ao templo do futebol, o Rio reforça uma ideia poderosa: Pelé não pertence apenas aos arquivos ou aos museus, ele pertence à vida real, ao povo, à cidade e à cultura.
Apesar da aprovação na Alerj, a alteração ainda não está oficializada. Para a mudança acontecer, o projeto precisa ser sancionado pelo governador, etapa que define se o nome será efetivamente implementado nos sistemas e sinalizações do transporte público.




