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Psicólogo Manoel Rocha Neto morre aos 32 anos na Bahia
Horas antes da morte, Manuel havia publicado uma carta aberta relatando um episódio de racismo que sofreu em um camarote de Salvador, durante o Carnaval
O psicólogo Manoel Rocha Neto morreu aos 32 anos na noite da última terça-feira (17), em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. A informação foi confirmada por instituições de ensino e familiares. A causa da morte não foi oficialmente divulgada até o momento.
Natural de Amargosa (BA), Manoel era graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e mestrando em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ele atuava na área clínica e era reconhecido pelo trabalho voltado ao cuidado em saúde mental e pelo compromisso com a escuta qualificada.
Trajetória acadêmica e atuação profissional
Em nota de pesar, a UFBA destacou a dedicação do psicólogo à formação acadêmica e sua contribuição aos debates contemporâneos sobre subjetividade, sofrimento psíquico e questões sociais. Colegas e ex-alunos ressaltaram nas redes sociais sua postura ética e sensível no atendimento a pacientes.
Manoel também era conhecido por sua atuação no interior baiano, contribuindo para ampliar o acesso a serviços de saúde mental em municípios fora dos grandes centros urbanos.
Relato de racismo e repercussão
Horas antes de ser encontrado sem vida, o psicólogo publicou em suas redes sociais uma carta aberta relatando um episódio de racismo que teria sofrido durante o Carnaval de Salvador. No texto, ele descrevia a experiência como dolorosa e refletia sobre o impacto do racismo estrutural na saúde mental da população negra.
A publicação gerou ampla repercussão, com manifestações de apoio, indignação e pedidos de investigação sobre as circunstâncias da morte. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o caso.
O velório foi realizado em Amargosa, cidade natal do psicólogo, onde amigos, familiares, colegas de profissão e membros da comunidade prestaram as últimas homenagens. Nas redes sociais, mensagens destacaram sua humanidade, generosidade e o legado deixado no campo da psicologia.
Apoio e acolhimento
Se você ou alguém que você conhece está passando por sofrimento emocional, é possível buscar ajuda gratuita e sigilosa pelo telefone 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV).
O atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, por telefone, chat ou e-mail, com escuta voluntária e confidencial.
Em situações de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo ou ligue para o 192 (SAMU) ou 190 (Polícia Militar).




