Esportes
O dia chegou: RD Congo volta à Copa do Mundo e estreia hoje contra Portugal
Seleção congolesa disputará apenas sua segunda Copa desde a histórica participação de 1974
A Copa do Mundo de 2026 será marcada por estreias, surpresas e novas narrativas. Mas poucas histórias carregam tanto simbolismo quanto a da República Democrática do Congo.
Após 50 anos de ausência, a seleção congolesa está de volta ao maior torneio do futebol mundial. A classificação para o Mundial representa apenas a segunda participação do país em uma Copa do Mundo e encerra uma espera que atravessou gerações inteiras de torcedores.
A única presença congolesa no torneio aconteceu em 1974, na Alemanha Ocidental. Na época, o país ainda era conhecido como Zaire e entrava para a história como a primeira seleção da África Subsaariana a disputar uma Copa do Mundo.
A campanha, no entanto, ficou marcada pelos desafios enfrentados dentro e fora de campo. Em meio a pressões políticas e dificuldades estruturais, o Zaire foi eliminado ainda na fase de grupos. Apesar dos resultados, aquela equipe abriu caminhos para futuras gerações do futebol africano e ajudou a ampliar a presença do continente nos grandes palcos internacionais.
Cinco décadas depois, a República Democrática do Congo retorna em um cenário completamente diferente.
Conhecidos como “Leopardos”, os congoleses chegam ao Mundial após anos de reconstrução esportiva e crescimento competitivo no futebol africano. O retorno à Copa também acompanha uma fase de maior protagonismo da seleção em torneios continentais, consolidando um trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos.
Mais do que uma conquista esportiva, a classificação possui um significado histórico para um país que enfrentou profundas transformações políticas e sociais desde sua última participação no torneio. Ao voltar à Copa, a RD Congo reconecta sua geração atual a um capítulo importante da memória esportiva africana.
A presença congolesa também reforça um movimento mais amplo observado no futebol do continente. Com a ampliação do número de vagas para seleções africanas na Copa de 2026, países que historicamente ficaram à margem do torneio passaram a encontrar novas oportunidades de competir em nível global.
Para a torcida congolesa, porém, o retorno vai muito além das estatísticas. São 50 anos de espera entre uma Copa e outra. Cinquenta anos que atravessaram mudanças de nome, governos, gerações de jogadores e milhões de torcedores que nunca haviam visto seu país disputar o principal torneio do futebol mundial.
Em 2026, a República Democrática do Congo finalmente volta a ocupar esse espaço. E independentemente dos resultados em campo, já chega ao Mundial como protagonista de uma das histórias mais emocionantes da competição.




