Documentários
Novo documentário sobre assassinato de Tupac terá participação de Keefe D, único acusado pelo crime
Produção em desenvolvimento promete acesso direto ao suspeito e à família enquanto caso histórico do hip-hop se aproxima de julgamento em 2026
Um novo documentário sobre o assassinato de Tupac Shakur está em desenvolvimento e deve reacender a atenção mundial sobre um dos crimes mais emblemáticos da história da música. A produção, anunciada pela Pioneer Productions em parceria com o Tinopolis Group, terá um diferencial raro: a presença de Duane “Keefe D” Davis, apontado como peça central do caso e atualmente o único homem formalmente acusado pelo assassinato do rapper.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o projeto terá acesso exclusivo a Keefe D e à sua família, incluindo seu filho, Lil Keefe. A proposta é acompanhar o caso sob o ponto de vista do acusado, atravessando desde sua prisão até os desdobramentos judiciais que culminam no julgamento marcado para 10 de agosto de 2026, em Nevada.
Um caso que atravessa décadas e segue sem resposta definitiva
Tupac Shakur morreu aos 25 anos, em setembro de 1996, após ser baleado em Las Vegas. A morte do rapper se tornou um marco definitivo do hip-hop dos anos 1990, não apenas pela violência, mas pelo contexto de rivalidades, cobertura midiática e criminalização da cultura negra no entretenimento.
Ao longo dos anos, o caso gerou investigações, teorias e inúmeras produções audiovisuais. Ainda assim, por décadas, nenhuma acusação formal havia avançado até o ponto atual: Keefe D foi indiciado por um grande júri por homicídio com uso de arma mortal, tornando-se o primeiro acusado formalmente em um caso que permanece no centro da cultura pop e da memória coletiva do hip-hop.
A diferença desta produção: acesso direto ao suspeito
A presença de Keefe D no documentário chama atenção porque foge do padrão de produções anteriores. Em vez de reconstruir a história apenas por arquivos, depoimentos indiretos e especulações, a nova obra promete trabalhar com o elemento mais raro do caso: o relato direto do homem que agora responde na Justiça.
Segundo os produtores, o projeto foi possível após um processo de aproximação e confiança com Davis e seu círculo familiar, o que abre caminho para uma narrativa mais íntima, e potencialmente mais controversa, em um momento em que o caso volta a ser discutido não como “mistério histórico”, mas como processo judicial real.
Entre true crime e memória cultural do hip-hop
A chegada do documentário também se insere em um cenário de alta demanda por séries e filmes de true crime, mas o caso Tupac carrega um peso específico: trata-se de um crime que marcou profundamente a cultura negra, a indústria musical e a forma como o hip-hop passou a ser representado no imaginário global.
Mais do que um “caso policial”, o assassinato de Tupac atravessa temas como racismo estrutural, violência, vigilância do Estado sobre artistas negros e a transformação do hip-hop em produto global, muitas vezes consumido sem o devido entendimento de suas origens sociais.
Ainda sem data oficial de estreia, o documentário deve ser lançado mais próximo do julgamento de Keefe D, previsto para agosto de 2026. A expectativa é que a produção ganhe grande repercussão internacional, tanto pela relevância cultural de Tupac quanto pelo fato de trazer à cena, de forma inédita, o único acusado formal do caso.




