12 de fevereiro de 2026

Música

NBA Crossover 2026 terá Ludacris e Shaboozey no topo do line-up, será uma mistura de basquete, música e identidade

Os dois artistas lideram a programação musical do evento, que mistura shows, ativações e cultura pop durante o fim de semana do All-Star Weekend

Barbara Braga | 12/02/2026
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- Crédito: @ludacris\@shaboozey

Atrações principais da série de shows do NBA Crossover, Ludacris, Shaboozey e CORTIS são os nomes escolhidos pela NBA para traduzir, em forma de música, o que o All-Star Weekend se tornou há anos: um evento onde o basquete é só uma parte do espetáculo.

A liga anunciou que os dois artistas estarão no topo da programação musical do NBA Crossover, festival que acontece entre os dias 12 e 15 de fevereiro de 2026, no Los Angeles Convention Center, reunindo shows, experiências interativas e ativações que conectam esporte, cultura pop e entretenimento.

No line-up, Ludacris, um dos grandes nomes do rap dos anos 2000 e figura histórica do hip-hop mainstream, se apresenta no Michelob ULTRA Courtside Concert, na sexta-feira, 13 de fevereiro. Já Shaboozey, um dos artistas mais comentados da nova geração, conhecido por cruzar rap, pop e country com identidade própria, encerra a programação com show no sábado, 14 de fevereiro, data que também marca o Dia dos Namorados nos EUA.

O All-Star como festival: a NBA sabe o que está vendendo

Há tempos, a NBA deixou de tratar o All-Star Weekend apenas como uma celebração esportiva. Hoje, o evento funciona como uma vitrine global de tendências, e a música tem papel central nisso.

O NBA Crossover é o exemplo mais direto dessa virada: um espaço pensado para o público viver o basquete como lifestyle, não só como jogo. E quando a liga escolhe artistas como Ludacris e Shaboozey para comandar o palco, ela não está apenas montando um show. Está reafirmando a ligação histórica entre o basquete e a cultura negra que sempre esteve na base do produto NBA.

Ludacris: legado, carisma e a força de um ícone

Com décadas de carreira, Ludacris é um nome que atravessa gerações. Vencedor do Grammy e dono de hits que marcaram uma era, o rapper construiu uma trajetória que combina impacto cultural, presença de palco e um repertório que ainda funciona como “trilha sonora” de uma época.

Sua escolha como headliner carrega um simbolismo claro: a NBA aposta no poder da nostalgia, mas sem perder o senso de espetáculo. Ludacris é aquele tipo de artista que não precisa provar nada, só chegar e fazer o público cantar junto.

Shaboozey: o futuro do rap também passa por novas misturas

Do outro lado, Shaboozey representa a linguagem de agora: um artista que não cabe em um gênero só e que traduz o momento atual da música negra global, onde rap, country, pop e R&B se cruzam sem pedir licença.

Com forte presença digital e uma base jovem de fãs, ele simboliza uma virada importante: o rap não é mais apenas o som dominante do mainstream, mas um centro gravitacional que influencia (e reconfigura) outros estilos.

@nba

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♬ original sound – NBA

Basquete e música: uma aliança histórica que a NBA transformou em estratégia

A ligação entre a NBA e a música negra nunca foi um detalhe. É parte da identidade da liga. Do hip-hop ao R&B, do streetwear às coreografias virais, o basquete se tornou um dos principais palcos culturais do mundo, e a NBA aprendeu a operar isso como marca.

O NBA Crossover é a materialização dessa estratégia: uma programação que mistura shows, experiências com atletas, cultura urbana, moda, games e ativações pensadas para o público jovem.

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Barbara Braga