Cinema e TV
Moana, Woody e o futuro da Disney: quem está vencendo a disputa pelo público?
Enquanto a nova aventura de Woody e Buzz se aproxima da marca de US$ 900 milhões, o live-action de Moana estreia abaixo das expectativas e reacende o debate sobre os limites dos remakes
A Disney imaginava que Moana chegaria aos cinemas carregando a força de uma das franquias mais populares da última década. Afinal, a animação original se transformou em fenômeno global, enquanto Moana 2 ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. Mas o primeiro fim de semana do live-action mostrou que sucesso passado nem sempre garante resultados futuros.
O novo filme abriu com cerca de US$ 95 milhões mundialmente, sendo apenas US$ 52 milhões vindos do mercado internacional, números considerados modestos para uma produção que custou aproximadamente US$ 250 milhões.
Toy Story 5 alcançou aproximadamente US$ 879 milhões em arrecadação global, consolidando-se como um dos maiores sucessos de 2026 e reforçando a força de uma franquia que atravessa gerações há mais de três décadas.
O contraste entre os dois filmes expõe um dos principais debates da indústria cinematográfica atual.
Nos últimos anos, Hollywood apostou pesado na nostalgia. Sequências, remakes e reboots passaram a ocupar espaço central nas estratégias dos grandes estúdios. Mas os resultados mostram que nem toda revisita ao passado produz o mesmo efeito.
No caso de Toy Story 5, existe uma relação construída ao longo de cinco filmes, acompanhando diferentes gerações que cresceram ao lado de Woody, Buzz e companhia. Já Moana enfrenta um desafio diferente: convencer o público a revisitar uma história lançada há apenas dez anos e que continua extremamente presente na cultura popular.
Mesmo com a estreia abaixo das expectativas, o impacto cultural de Moana permanece inegável.
Desde sua primeira versão, a personagem se tornou uma das poucas protagonistas indígenas do universo Disney, levando referências da cultura polinésia para milhões de pessoas ao redor do mundo. A produção original também abriu espaço para discussões sobre ancestralidade, pertencimento e conexão com territórios historicamente invisibilizados pela indústria do entretenimento.
Por isso, o desempenho comercial do live-action não apaga a relevância simbólica da personagem.




