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Médica, Andrea Marins Dias, é morta durante perseguição policial no Rio de Janeiro
Vítima de 61 anos foi atingida após carro ser confundido com o de suspeitos; Familiares da vítima buscam esclarecimentos e cobram que o caso não fique impune
A morte da médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, durante uma perseguição policial no Rio de Janeiro, tem gerado comoção e indignação. A principal linha de investigação aponta que o carro em que ela estava pode ter sido confundido com o de suspeitos, resultando em uma abordagem que terminou de forma trágica.
O caso aconteceu na região de Cascadura, na zona norte da cidade. Durante uma ação policial, agentes passaram a perseguir um veículo considerado suspeito. Em meio à operação, houve disparos, e o carro em que a médica estava acabou sendo atingido. Andrea foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com as informações iniciais, a hipótese de erro de identificação é uma das principais frentes de apuração. A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da ocorrência, incluindo a origem dos tiros, a conduta dos policiais envolvidos e os protocolos adotados durante a perseguição.
Quem era Andrea Marins Dias
Andrea era ginecologista, cirurgiã geral e oncológica, com cerca de 30 anos de atuação na medicina. Reconhecida por sua dedicação à profissão, ela construiu uma trajetória marcada pelo cuidado com pacientes e atuação em diferentes frentes da saúde.
Sua morte mobilizou colegas, pacientes e familiares, que passaram a cobrar respostas e justiça. Nas redes sociais, mensagens de despedida destacam sua trajetória profissional e o impacto de sua perda.
@g1 Rio de Janeiro – A polícia do Rio está investigando a morte de uma médica durante uma perseguição policial. A suspeita é de que o carro em que ela estava tenha sido confundido com o de bandidos. Os vizinhos ouviram tiros. Era por volta de 18h de domingo (15). Da janela dava para ver um carro branco com duas marcas no para-brisas. Por quase um minuto, um PM gritou ordens: “Desce do carro. Desce ou vai morrer”. Não houve reação. O policial se aproximou e bateu com o fuzil na janela do veículo. Outros dois policiais militares se aproximaram. A médica, de 61 anos, já estava morta lá dentro. Andréa Marins era cirurgiã oncológica, especialista em saúde da mulher. Quando o carro da médica foi atingido, ela estava saindo da casa dos pais no bairro de Cascadura, na Zona Norte do Rio. A mãe tem 91 anos. O pai, 88. Desde que o irmão morreu em um acidente, Andréa era a única que cuidava dos dois. Saiba mais clicando em 'leia o artigo' #g1 #g1local #riodejaneiro #investigação #abordagempolicial #JN #tiktoknotícias ♬ som original – g1
Familiares da vítima buscam esclarecimentos e cobram que o caso não fique impune. A expectativa é de que as investigações avancem para determinar se houve negligência, excesso ou falha operacional por parte dos agentes envolvidos.




