Esportes
Masai Russell é a nova recordista mundial dos 100m com barreiras
Campeã olímpica corre 12s09 em Zurique, supera marca da nigeriana Tobi Amusan e se torna a nova dona do recorde mundial da prova
Masai Russell já havia colocado seu nome entre as grandes atletas do atletismo mundial. Nesta quinta-feira (27), porém, a norte-americana escreveu uma nova página de sua história: ela quebrou o recorde mundial dos 100 metros com barreiras.
Durante a etapa de Zurique da Diamond League, Russell cruzou a linha de chegada em 12s09, com vento de 0,0 m/s, e retirou três centésimos da antiga marca mundial, que pertencia à nigeriana Tobi Amusan desde 2022.
A corrida colocou duas das maiores atletas da atualidade na mesma pista. Amusan terminou em segundo lugar, com 12s23, seu melhor tempo da temporada, enquanto a holandesa Nadine Visser ficou em terceiro, com 12s34.
O recorde não surgiu do nada. A temporada de 2026 já vinha mostrando que Russell estava em um momento especial. Antes de chegar a Zurique, a norte-americana havia corrido 12s14 em Xiamen, em maio, e também registrou marcas de 12s20, 12s24 e 12s25 ao longo do ano.
A sequência colocava Russell cada vez mais próxima dos 12s12 de Amusan. Em Zurique, finalmente, ela conseguiu superar a marca. O resultado também foi expressivo por ter sido obtido sem qualquer auxílio de vento, com medição de 0,0 m/s.
De campeã olímpica a recordista mundial
Aos 26 anos, Russell chega ao recorde mundial depois de já ter conquistado o maior título possível para uma atleta olímpica. Nos Jogos de Paris 2024, ela venceu os 100m com barreiras e conquistou a medalha de ouro com 12s33, tornando-se campeã olímpica da prova.
Dois anos depois, a norte-americana acrescenta outra conquista à carreira: agora, também é recordista mundial.
A própria World Athletics destaca Russell como campeã olímpica e atual número 1 do mundo na especialidade. Seu novo recorde de 12s09 aparece como melhor marca pessoal e também como recorde mundial, norte-americano e dos Estados Unidos.
A história do recorde mundial dos 100m com barreiras também passa por Tobi Amusan.
Em 2022, a nigeriana correu 12s12 na semifinal do Mundial de Eugene, nos Estados Unidos, e estabeleceu uma marca que permaneceu no topo por mais de quatro anos.
Agora, Amusan estava justamente na pista quando o recorde deixou de ser seu. O encontro ganhou uma dimensão especial: duas mulheres negras, de países diferentes, disputando uma das provas mais rápidas do atletismo feminino e protagonizando uma mudança histórica no topo da modalidade.
Amusan terminou a prova em segundo, mas com seu melhor resultado de 2026 até aquele momento: 12s23.
Russell quer ir além dos 12 segundos
Depois de conquistar o recorde, Russell já estabeleceu o próximo objetivo. A norte-americana quer se tornar a primeira mulher da história a correr os 100m com barreiras abaixo dos 12 segundos.
E a própria marca obtida em Zurique mostra que essa possibilidade deixou de parecer distante. Com 12s09, Russell está a apenas nove centésimos da barreira simbólica dos 12 segundos. A World Athletics registrou que, logo após o recorde, a atleta voltou sua atenção para essa possibilidade.
E, se depender da própria campeã, 12s09 pode não ser o ponto final.
A próxima barreira pode ser justamente aquela que nenhuma mulher conseguiu superar: os 12 segundos.




