3 de julho de 2026

Música

Jorja Smith chega ao Brasil com nova fase musical impulsionada por parceria com Wizkid, no single “Alive”

Cantora britânica se apresenta em São Paulo, Petrópolis e Salvador, trazendo sua nova fase que aproxima o R&B britânico dos Afrobeats

Barbara Braga | 02/07/2026
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- Crédito: @jorjasmith_ | @wizkidayo

O público brasileiro terá a oportunidade de acompanhar de perto um dos momentos mais importantes da carreira de Jorja Smith. A cantora britânica confirmou uma série de apresentações no Brasil poucos meses após anunciar What Are The Odds“, seu terceiro álbum de estúdio, e lançar “Alive”, parceria com o astro nigeriano Wizkid, um dos principais responsáveis pela expansão global dos Afrobeats.

A passagem pelo país inclui shows em São Paulo, Petrópolis e Salvador, colocando a artista em alguns dos principais palcos da música contemporânea brasileira. A agenda ganha ainda mais relevância por acontecer justamente durante uma nova fase criativa de Jorja, marcada por uma aproximação ainda mais evidente com sonoridades africanas e com artistas da diáspora.

O lançamento de “Alive” representa um dos encontros mais significativos da música negra internacional em 2026. De um lado está Jorja Smith, voz central da renovação do R&B britânico. Do outro, Wizkid, artista que ajudou a transformar os Afrobeats em um fenômeno global, levando a música produzida na África para o topo das paradas internacionais e para os maiores festivais do mundo.

A colaboração surge como uma celebração das conexões culturais que atravessam continentes. Produzida por P2J, nome conhecido por trabalhos com artistas como Beyoncé e Burna Boy, a faixa mistura elementos do R&B contemporâneo com influências africanas, criando uma sonoridade que dialoga diretamente com os movimentos musicais que vêm redefinindo a indústria global nos últimos anos.

A presença de Jorja Smith no Brasil também reforça a importância do país dentro desse circuito internacional da música negra. Não por acaso, a cantora passará por eventos que têm ampliado o debate sobre representatividade, cultura e diáspora, como o Afropunk Brasil, em Salvador, além do festival Rock the Mountain, em Petrópolis.

Ao longo da última década, Jorja construiu uma carreira marcada por colaborações que ultrapassam fronteiras geográficas e musicais. Sua aproximação com artistas africanos acompanha uma tendência crescente de intercâmbio entre criadores da diáspora, fortalecendo narrativas que conectam África, Europa, Caribe e América Latina por meio da arte.

Nesse contexto, a parceria com Wizkid vai além de uma simples colaboração de estúdio. O encontro simboliza a força de uma geração de artistas negros que ocupa espaços globais sem abrir mão de suas referências culturais. É também um reflexo do protagonismo crescente dos Afrobeats, que hoje influenciam artistas de diferentes gêneros e regiões do mundo.

A chegada de Jorja Smith ao Brasil acontece justamente quando essa conversa ganha ainda mais visibilidade. Para os fãs brasileiros, os shows representam a oportunidade de acompanhar ao vivo uma artista em plena transformação criativa. Para a cultura negra global, é mais um capítulo de uma história construída por conexões, trocas e pela valorização de identidades que atravessam oceanos.

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Barbara Braga