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Homem é condenado a quase 60 anos pela morte de líder quilombola na Bahia
George Anderson Santos da Silva foi condenado por feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma; corpo de Tainara dos Santos nunca foi encontrado
George Anderson Santos da Silva, conhecido como “Dandan”, foi condenado a 59 anos, 11 meses e 24 dias de prisão pela morte da líder quilombola Tainara dos Santos, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do município.
Os jurados consideraram o réu culpado por feminicídio, ocultação de cadáver, ameaça, extorsão e porte ilegal de arma e munição. A sentença também determinou o pagamento de R$ 300 mil em reparação pelos danos causados às vítimas e aos sucessores de Tainara. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o feminicídio foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima e teve como motivação ciúme e sentimento de posse.

Tainara dos Santos, de 27 anos, era líder da comunidade quilombola de Acutinga Motecho e mãe de duas crianças. Ela e George mantiveram um relacionamento por cerca de cinco anos e tiveram uma filha. Segundo o Ministério Público, a relação era marcada por sucessivas agressões físicas e psicológicas, além de ameaças motivadas por ciúme e sentimento de posse. Tainara desapareceu em 9 de outubro de 2024 e seu corpo nunca foi encontrado.
A defesa de George Anderson informou que pretende recorrer da condenação, buscando reverter a decisão do Tribunal do Júri. Segundo eles, a sessão foi “maculada por nulidades processuais” e sofreu influência externa.




