Música
Da raiz preta à nova cena, Feyjão revela pilares de sua formação: “minhas referências são múltiplas”
Artista reúne nomes históricos da música brasileira e a nova geração para construir identidade plural e contemporânea
O cantor e compositor Feyjão constrói sua identidade artística a partir de uma base ampla de referências que atravessa diferentes gerações da música brasileira. Com forte influência da chamada raiz preta, o artista aponta nomes históricos como pilares de sua formação musical.
“Minhas referências musicais são muitas, múltiplas. Eu tenho muita influência da raiz preta da música brasileira, passando por Tim Maia, Jorge Ben Jor, Djavan, Gilberto Gil, Cartola, Martinho da Vila, Jorge Aragão, Milton Nascimento e Luiz Melodia”, afirma.

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O repertório de influências também se estende a artistas que marcaram diferentes momentos da música popular mais recente, refletindo a versatilidade que o cantor imprime em seu trabalho. “Quando penso em algo mais contemporâneo, vêm nomes como Seu Jorge, Raça Negra e Thiaguinho”, completa, destacando a conexão com sonoridades que dialogam com o grande público.
Feyjão também ressalta a importância de acompanhar a nova geração, que, segundo ele, tem contribuído para a renovação estética e criativa da música brasileira. “Eu gosto muito do que a nova geração vem fazendo. Curto artistas como Gilsons, Marina Sena, Liniker, Luedji Luna e Os Garotin. É uma galera que traz novas sonoridades e caminhos interessantes”, diz.
Entre todas as referências, no entanto, um nome ocupa lugar central em sua trajetória: Djavan.
“O feat da minha vida seria com o Djavan. Ele é o artista que eu mais admiro. É minha maior referência. Essa coisa dele ser múltiplo, de não se prender a um gênero, de cada música nascer de um jeito, tudo isso me inspira muito”, revela o artista, destacando a liberdade criativa como um dos elementos que mais o influenciam.
Em 2025, Feyjão lançou o álbum “Passageiro do Bem”, trabalho que reforça sua identidade musical e evidencia a diversidade de influências que atravessam sua obra. Dividido em duas partes, o lado A conta com participações de nomes importantes do samba, ampliando sua conexão com o gênero e com referências históricas da música brasileira. Já o lado B apresenta um artista que transita entre diferentes sonoridades, misturando estilos e consolidando uma proposta que une raiz, contemporaneidade e liberdade musical.




