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Costa do Marfim luta até o fim, mas Noruega avança na Copa do Mundo
Liderada por Erling Haaland, seleção escandinava supera adversidades, elimina a Costa do Marfim e agora terá o Brasil pela frente nas oitavas
Durante anos, a Noruega observou a Copa do Mundo à distância. Entre gerações promissoras que não conseguiram se consolidar e campanhas frustradas nas eliminatórias, a seleção escandinava passou quase três décadas longe dos holofotes do principal torneio do futebol mundial.
Em 2026, porém, a história começou a mudar. Impulsionada por uma geração considerada a mais talentosa do país desde os anos 1990, a Noruega voltou ao Mundial e já garantiu sua melhor campanha em décadas. Após avançar na fase de grupos, a equipe eliminou a Costa do Marfim por 2 a 1 na fase de mata-mata e conquistou uma vaga entre as 16 melhores seleções da competição.
A classificação é resultado de uma campanha construída desde a primeira fase. No Grupo I, os noruegueses venceram o Iraque por 4 a 1 e derrotaram Senegal por 3 a 2, resultados que garantiram a vaga antecipada para a fase eliminatória. Mesmo com a derrota para a França na rodada final, a equipe terminou na segunda colocação da chave e avançou ao mata-mata.
Grande estrela da equipe, Erling Haaland tem sido o símbolo dessa retomada. O atacante chegou à Copa cercado de expectativas e respondeu dentro de campo, liderando o setor ofensivo da seleção e sendo decisivo nos momentos mais importantes da campanha. Contra a Costa do Marfim, marcou o gol da vitória nos minutos finais, selando a classificação norueguesa para a próxima fase.
Mas o sucesso da Noruega não se resume ao camisa 9. A equipe também conta com nomes como Martin Ødegaard, Antonio Nusa e Alexander Sørloth, atletas que ajudaram a transformar uma seleção historicamente competitiva em um time capaz de enfrentar as principais potências do futebol mundial.
O retorno ao protagonismo tem um significado especial para o país. A Noruega não disputava uma Copa do Mundo desde 1998, quando também alcançou a fase eliminatória. Desde então, acumulou ausências em Mundiais e Eurocopas, convivendo com a frustração de não conseguir transformar talento individual em resultados coletivos.
Agora, a missão fica ainda mais desafiadora. Nas oitavas de final, os noruegueses terão pela frente o Brasil, em um confronto que colocará frente a frente uma das seleções mais tradicionais da história da Copa e uma equipe que busca escrever um novo capítulo em sua trajetória internacional.




