Música
Classe de 2026 do Rock & Roll Hall of Fame destaca Luther Vandross, Celia Cruz, Queen Latifah e muitos ícones da música negra
Homenagens atravessam diferentes gêneros e reconhecem impacto cultural além dos palcos
A classe de 2026 do Rock & Roll Hall of Fame chega marcada por nomes que ajudaram a moldar a música global e que, por décadas, ocuparam o centro da construção estética e cultural da indústria. Entre os destaques está Sade Adu, que finalmente recebe a honraria após anos de reconhecimento crítico e influência silenciosa, mas duradoura, na música contemporânea.
Com uma obra marcada por elegância, minimalismo e fusões entre soul, jazz e pop sofisticado, Sade construiu um catálogo que atravessa gerações. Canções que priorizam atmosfera e interpretação ajudaram a consolidar sua identidade única, transformando a artista em referência estética e sonora para diferentes movimentos da música global.
Ao lado dela, o legado de Luther Vandross também passa a integrar oficialmente o panteão. Dono de uma das vozes mais emblemáticas do R&B, Vandross marcou a história com baladas que definiram o gênero e influenciaram artistas de diferentes gerações, consolidando um repertório que permanece central na música negra contemporânea.
Categoria de influência amplia o recorte histórico
Na categoria de influência, a classe de 2026 destaca artistas cuja atuação ultrapassou gêneros e impactou movimentos culturais inteiros. Entre eles está Celia Cruz, voz fundamental da música latina e símbolo da diáspora afro-caribenha, cuja presença redefiniu o alcance global da salsa.
Outro nome central é Fela Kuti, criador do afrobeat e figura essencial na intersecção entre música e ativismo político. Sua obra influenciou desde o jazz até o hip hop, além de estabelecer uma linguagem sonora profundamente conectada às lutas sociais e identitárias.
Também entram na lista Queen Latifah e MC Lyte, pioneiras do hip hop feminino que ajudaram a abrir espaço para mulheres dentro de uma indústria historicamente dominada por homens. Ambas contribuíram para expandir o discurso do rap, incorporando temas sociais, autonomia e representatividade.
Hip hop e bastidores também ganham destaque
No campo do hip hop, o coletivo Wu-Tang Clan leva sua revolução lírica para o Hall of Fame. O grupo redefiniu a estética do rap nos anos 1990, combinando narrativas urbanas, referências cinematográficas e uma estratégia coletiva que influenciou o modelo de negócios do gênero.
Outro nome homenageado é Linda Creed, reconhecida por sua contribuição nos bastidores da música. Como compositora, Creed ajudou a construir clássicos do soul e do R&B, colaborando com artistas e produtores que moldaram o som de diferentes épocas.
A classe de 2026 funciona como um retrato da diversidade sonora que construiu a música contemporânea, e que continua moldando o futuro.




