Festivais e Shows
Carlinhos Brown retorna à África e encerra festival em Marrocos com show no Festival Gnaoua
Artista se apresenta no Festival D’Essaouira Gnaoua após 9 anos e celebra fusão entre culturas musicais afro-diaspóricas
O Cacique do Candeal, Carlinhos Brown, embarca nesta semana para o Marrocos, onde participa pela segunda vez do Festival D’Essaouira Gnaoua – Musiques du Monde, um dos mais importantes encontros musicais da África dedicados à fusão entre tradição e sonoridades contemporâneas.
Após nove anos de sua última participação, o artista brasileiro retorna ao evento com apresentação marcada para o dia 27 de junho, às 22h30, quando será responsável por encerrar a programação do festival na cidade de Essaouira.
O Festival Gnaoua é reconhecido por promover colaborações inéditas entre os maâlems, mestres da tradição musical Gnaoua, e artistas internacionais, criando um espaço onde diferentes linguagens musicais se encontram e se reinventam.
Ao longo de sua história, o festival já recebeu nomes como Pat Metheny, Marcus Miller, Joe Zawinul e Maceo Parker, consolidando-se como um palco de diálogo global entre ritmos, culturas e ancestralidades.
Bahia em diálogo com o Atlântico Negro
No palco, Carlinhos Brown se apresenta acompanhado de sua banda, revisitando um repertório que atravessa diferentes fases de sua carreira e inclui sucessos como “Magalenha”, “Velha Infância”, “Carlito Marron”, “A Namorada”, “Já Sei Namorar”, “Dandalunda” e “Maimbê Dandá”.
A apresentação também ganha um momento especial de fusão com a cultura Gnaoua, quando Brown divide o palco com o artista marroquino Hamid El Kasri, repetindo a parceria realizada em 2017 e reforçando o diálogo entre Brasil e Marrocos através da música.
Na véspera do show, no dia 26, o artista participa do ARBRE À PALABRES, uma das atividades do festival realizada no Institut Français d’Essaouira, onde compartilha com o público reflexões sobre sua trajetória e processo criativo.
Em Essaouira, Bahia e Marrocos se encontram não apenas no palco, mas na própria essência dos ritmos que carregam histórias compartilhadas pelo Atlântico, onde a música segue como linguagem de ancestralidade, conexão e permanência.




