Entretenimento
Alana Cabral é eleita Revelação do ano no Domingão com Huck
Aos 18 anos, atriz se destaca na TV com papel em Três Graças e usa vitória para reforçar caminhos possíveis para meninas pretas periféricas
Aos 18 anos, Alana Cabral já não é mais apenas uma promessa.
A atriz foi escolhida pelo público como Revelação no prêmio do Domingão com Huck, consolidando um dos começos de carreira mais marcantes da nova geração da televisão brasileira. A conquista vem após sua atuação como Joélly em Três Graças, papel que rapidamente a colocou no centro das atenções, não só pelo talento, mas pela potência da narrativa que carrega.
Na disputa, Alana superou nomes como Gabriela Loran, Belo, L7nnon e Ricardo Teodoro, em uma votação popular que reforça o impacto direto de sua presença junto ao público. Mas, mais do que vencer, o que chamou atenção foi o que ela fez com essa vitória.
No palco, o discurso deixou de ser individual.
Alana transformou o momento em um recado direto para meninas pretas periféricas, ampliando o alcance da conquista para além de si mesma. Em uma fala emocionada, reforçou a importância de acreditar, permanecer e existir com autenticidade, apontando para um caminho que, historicamente, sempre foi atravessado por barreiras.
A vitória, então, deixa de ser apenas um reconhecimento artístico e passa a ocupar um outro lugar: o de símbolo.
![]() | ![]() | ![]() |
Ao dedicar o prêmio a mulheres negras que vieram antes dela, citando nomes como Sheron Menezzes, Taís Araújo, Jéssica Ellen e Jeniffer Nascimento, Alana inscreve sua trajetória dentro de uma continuidade. Não como ponto de chegada, mas como parte de um processo coletivo de construção de espaço, visibilidade e possibilidade dentro da televisão brasileira.
Porque, se por um lado a TV aberta ainda carrega desigualdades históricas, por outro, momentos como esse evidenciam mudanças em curso, especialmente quando jovens atrizes negras ocupam o centro da narrativa e, ao mesmo tempo, tensionam esse espaço com consciência e posicionamento.
A personagem Joélly, que trouxe Alana até aqui, já carregava em si temas densos e complexos. Mas é fora da ficção que a atriz amplia ainda mais o alcance de sua presença, conectando experiência, representatividade e discurso.







