30 de maio de 2026

Música

Ajulliacosta recebe Colar de Honra ao Mérito da Alesp por contribuição ao Hip-Hop

Rapper e empreendedora, ela se tornou uma das principais vozes da nova geração do rap nacional

Michael Fonseca | 29/05/2026
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Ajulliacosta recebe Colar de Honra Mérito da Alesp - Crédito: Alesp | Rodrigo Romeo

A rapper e empreendedora Ajulliacosta recebeu nesta quinta-feira (28) o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, por sua contribuição ao rap. A cerimônia aconteceu no Plenário Juscelino Kubitschek e celebrou a trajetória da artista dentro do hip-hop paulista.

Julia Costa, nome de batismo, nasceu em Mogi das Cruzes, em São Paulo, e se consolidou como uma das principais vozes da nova geração do rap brasileiro. Ela une cultura periférica, empoderamento, ancestralidade e crítica social em suas rimas.

Em 2025, a artista lançou “Novo Testamento”, aclamado pelo público e pela crítica, além de virar trend nas redes sociais. No mesmo ano, alcançou níveis internacionais ao ganhar o prêmio de “Melhor Artista Revelação Internacional” no BET Awards.

A homenagem foi proposta pela Bancada Feminista do PSOL, que destacou a importância da artista para a cultura periférica e para a presença feminina dentro do hip-hop.

“É muito importante que o hip-hop esteja representado nesse tipo de honraria. E ter o hip-hop representado por uma mulher negra e jovem como a Julia tem um significado enorme”, afirmou a deputada estadual Paula da Bancada Feminista (Psol). “Ela veio da periferia, cresceu no rap, mas também na costura, tornou-se empresária e criou sua própria marca de moda. Além de tudo isso, é uma referência para meninas e mulheres negras muito jovens.”

Ajulliacosta agradeceu o reconhecimento e também falou sobre liberdade e resistência. “É uma honra para mim, para a minha família e para todas nós que vivemos o movimento hip-hop”, declarou a artista. “Eu declaro que toda fome, vergonha e escassez acabem em mim. Que, em nome de ancestrais que eu nem conheço, mulheres negras e indígenas que sofreram com a escravidão e o colonialismo, saibam que eu sou livre.”

A sessão solene também celebrou o hip-hop com uma apresentação de breaking e um dj set da DJ Ray. “É, com certeza, o lugar mais inusitado em que já toquei”, afirmou a DJ.

Outro destaque do evento foi o ato simbólico contra o feminicídio, quando participantes levantaram bandeiras com a frase “Mulheres Vivas”.

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Michael Fonseca