21 de setembro de 2026

Esportes

Agnes Ngetich bate recorde mundial da meia maratona e conquista segundo título mundial em 2026

Queniana completou a prova em 1h05min15s, superou marca de Peres Jepchirchir e fez história no Mundial de Corrida de Rua, em Copenhague

Barbara Braga | 21/09/2026
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- Crédito: @athletics.weekly | @athletics_kenya | @picsbyrcm | @agnesjngetich

A queniana Agnes Jebet Ngetich escreveu mais um capítulo histórico em sua carreira neste domingo (20). Aos 25 anos, a atleta venceu a meia maratona do Campeonato Mundial de Corrida de Rua, em Copenhague, na Dinamarca, com o tempo de 1h05min15s, estabelecendo o novo recorde mundial em uma prova exclusivamente feminina. A marca ainda está sujeita ao processo oficial de ratificação da World Athletics.

Ngetich não apenas venceu a disputa: ela liderou praticamente de ponta a ponta. Já no início da corrida, a queniana assumiu a primeira posição e passou pelos 5 quilômetros em 15min12s, abrindo dez segundos de vantagem. Aos 10 km, a diferença havia aumentado para 26 segundos. No quilômetro 15, eram 53 segundos à frente das perseguidoras.

Ao cruzar a linha de chegada, a atleta tinha 50 segundos de vantagem sobre a compatriota Veronica Loleo, medalha de prata com 1h06min05s. A ruandesa Florence Niyonkuru completou o pódio com 1h06min08s, estabelecendo também o recorde nacional de Ruanda.

Um recorde que permanece no Quênia

A marca de 1h05min15s derrubou por um segundo o recorde anterior para provas exclusivamente femininas, de 1h05min16s, estabelecido pela também queniana Peres Jepchirchir em 2020, no Mundial de Meia Maratona de Gdynia, na Polônia.

Com o resultado em Copenhague, Ngetich passa a ser dona de três recordes mundiais. Além da nova marca na meia maratona, ela possui os recordes dos 10 km: 28min46s em uma prova mista e 29min27s em uma prova exclusivamente feminina.

É importante, porém, diferenciar as categorias. O recorde mundial absoluto da meia maratona feminina continua sendo da etíope Letesenbet Gidey, que correu 1h02min52s em 2021, em Valência, em uma prova com homens. Já o tempo de Ngetich é o melhor registrado em uma competição exclusivamente feminina.

Segundo título mundial em uma temporada histórica

O resultado em Copenhague também amplia uma temporada já marcante para a corredora queniana. Em janeiro, Ngetich conquistou o título mundial de cross country, em Tallahassee, nos Estados Unidos. Agora, meses depois, tornou-se campeã mundial da meia maratona e ainda estabeleceu um novo recorde da distância.

A World Athletics destaca que a atleta venceu o Mundial de Cross Country por 42 segundos, antes de voltar a demonstrar sua versatilidade ao longo da temporada, com resultados expressivos nos 10 km e nos 3.000 metros.

Em Copenhague, sua vitória também ajudou o Quênia a conquistar o título por equipes na meia maratona feminina. Ngetich, Loleo e Daisilah Jerono somaram 3h17min33s, deixando os Estados Unidos com a prata e a Etiópia com o bronze.

“Foi inacreditável”, diz Ngetich

Após a prova, a atleta contou que percebeu durante a corrida que poderia buscar o recorde.

“Meu treinador acreditou em mim e me disse que eu poderia fazer isso, que poderia ganhar a medalha de ouro”, afirmou Ngetich à World Athletics.

A corredora também explicou que decidiu aumentar o ritmo depois do primeiro quilômetro ao perceber uma oportunidade de buscar a marca histórica. Ao chegar aos 15 km, segundo ela, sentiu que o recorde estava ao alcance.

Ngetich agora mira um novo objetivo. A atleta afirmou que pretende voltar às provas de pista em 2027, quando será disputado o Campeonato Mundial de Atletismo, com o sonho de conquistar uma medalha de ouro na competição, título que, segundo ela, ainda falta em sua trajetória.

Aos 25 anos, a queniana encerra Copenhague não apenas como campeã mundial da meia maratona, mas como uma das protagonistas de uma temporada que já reúne títulos globais e recordes mundiais.

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Barbara Braga