15 de abril de 2026

Festivais e Shows

AFROPUNK Brasil anuncia Jorja Smith, Gilberto Gil e Emicida e expande festival para novas cidades em 2026

Evento amplia circuito nacional com edições no Rio de Janeiro, Recife e Salvador e reforça conexão entre música negra, territórios e gerações

Barbara Braga | 15/04/2026
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- Crédito: @gilbertogil | @jorjasmith_ | @emicida

O AFROPUNK Brasil entra em uma nova fase em 2026 ao transformar sua programação em um circuito que atravessa diferentes cidades e amplia o alcance da música negra contemporânea no país. A expansão foi anunciada pela IDW Company junto com a primeira leva de artistas confirmados, que inclui nomes como Jorja Smith, Gilberto Gil e Emicida.

A jornada começa no dia 27 de junho, no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, com uma edição do AFROPUNK Experience. Depois, o projeto segue para Recife, em 12 de setembro, ocupando o campus da UFPE. A etapa final acontece em Salvador, nos dias 7 e 8 de novembro, quando o festival retorna ao Parque de Exposições para sua edição principal, mantendo a capital baiana como base simbólica do evento.

@oafropunkbrasil

O movimento marca um passo importante na trajetória do AFROPUNK Brasil, que vem se consolidando como uma plataforma cultural que vai além da música. A proposta é criar conexões entre territórios, aproximar diferentes cenas e ampliar o encontro entre públicos que compartilham referências da cultura negra contemporânea. Em 2025, a iniciativa já havia passado por outras cidades e reunido milhares de pessoas, reforçando o potencial de crescimento do formato itinerante.

A primeira leva de artistas reforça esse diálogo entre gerações. Jorja Smith chega como um dos nomes internacionais mais aguardados, trazendo sua sonoridade que transita entre R&B, soul e influências da música negra global. Gilberto Gil aparece como elo entre diferentes momentos da música brasileira, enquanto Emicida amplia a presença do rap no festival com um repertório que atravessa identidade, memória e narrativa social.

Outros nomes também apontam para a diversidade sonora da curadoria, como Gaby Amarantos, que leva ao palco a estética pop e as raízes do tecnobrega, Lazzo Matumbi, referência da música negra baiana, e NandaTsunami, representante de uma nova geração que mistura rap, funk e performance.

Mais do que ampliar a escala, a edição de 2026 reforça o AFROPUNK Brasil como espaço de encontro entre música, identidade e expressão coletiva. Ao circular por diferentes cidades, o festival fortalece a ideia de que a experiência AFROPUNK não se limita ao palco, mas se constrói também na forma como o público ocupa os espaços e transforma o evento em uma vivência cultural compartilhada.

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Barbara Braga