Festivais e Shows
A nova geração do rap está no Rock in Rio e transforma o Supernova em um dos palcos mais potentes do festival
Com Sant, Lourena, Alee e Bruna Black, o espaço será de protagonismo da música urbana na cultura contemporânea
Durante muito tempo, artistas do rap precisaram construir seus próprios espaços para alcançar grandes festivais. Hoje, a realidade é diferente. Em 2026, a música urbana não aparece no Rock in Rio como um gênero convidado. Ela ocupa lugar de destaque, movimenta multidões e ajuda a definir a identidade de uma das maiores celebrações musicais do mundo.
Um dos principais retratos dessa transformação está no Palco Supernova, espaço criado para apresentar novos talentos e que, nesta edição, reúne alguns dos nomes mais interessantes da nova geração do rap, do trap, do R&B e da música preta contemporânea.
Ao longo dos dois fins de semana do festival, o palco receberá artistas que vêm construindo carreiras sólidas a partir das periferias, das plataformas digitais, dos slams, das batalhas de rima e das múltiplas experiências que compõem a música urbana atual.
Um espaço que acompanha a transformação da cena
Desde sua estreia, em 2019, o Palco Supernova se consolidou como um ambiente voltado para a descoberta de novos artistas. Mas, em 2026, o espaço parece assumir uma função ainda mais significativa: registrar um momento de mudança geracional.
O line-up reúne artistas que representam diferentes caminhos dentro da música urbana.
Há quem dialogue com o trap contemporâneo, quem misture rap e MPB, quem carregue influências do R&B, do soul, do funk ou até do rock. Em comum, todos compartilham uma característica: estão ajudando a construir os próximos capítulos da música brasileira.
Alee leva o trap baiano para a Cidade do Rock
Um dos nomes mais aguardados da programação é Alee, que sobe ao palco no dia 7 de setembro.
O rapper baiano se tornou uma das principais vozes do trap nacional e chega ao festival em um momento de consolidação artística. Seu álbum Para Todas que Fingi Amar alcançou destaque nas plataformas digitais e ampliou ainda mais sua base de fãs.
MC Taya e o som que nasce da periferia
No primeiro sábado do festival, quem assume o palco é MC Taya, artista de Nova Iguaçu que vem chamando atenção pela mistura entre funk e nu metal.
Integrante da cena conhecida como Metal Mandrake, ela representa uma geração que não vê necessidade de respeitar fronteiras rígidas entre gêneros musicais.
Maui e a nova música preta brasileira
Também da Baixada Fluminense, o cantor e compositor Maui chega ao Rock in Rio embalado pelo lançamento de seu álbum de estreia, Melodia & Barulho.
Apontado como um dos nomes mais promissores da nova música preta brasileira, o artista mistura rap, R&B, soul e elementos da música popular brasileira para criar uma identidade própria.
Muse Maya e a força das mulheres na cena
No dia 11 de setembro, quem retorna ao Supernova é Muse Maya. A artista carioca começou sua trajetória nos slams e na poesia falada antes de conquistar espaço na música. Filha de cantora de jazz e neta de sambista, ela carrega em sua obra diferentes influências da música negra e da tradição oral.
No Rock in Rio, além dos sucessos já conhecidos pelo público, apresentará materiais inéditos de seu próximo projeto.
Outro nome que representa bem a diversidade da música urbana atual é Yago Oproprio. O artista paulistano sobe ao palco no dia 12 de setembro levando a sonoridade apresentada em sua mixtape À La Carte.
Seu trabalho mistura rap, MPB, música latina e influências contemporâneas, demonstrando como a nova geração tem ampliado as possibilidades estéticas do gênero.
O encerramento da programação do Supernova acontece em 13 de setembro com um dia inteiramente dedicado ao rap e aos ritmos urbanos.
A abertura fica por conta de AR Baby, um dos nomes emergentes do trap brasileiro. Na sequência, sobe ao palco Bruna Black, cantora que transita entre R&B, soul e MPB com naturalidade.
Depois, o público acompanha o show de Sant, uma das vozes mais respeitadas do rap nacional. Conhecido pelas letras que abordam desigualdade, identidade e cotidiano, o artista chega ao festival carregando a experiência de quem ajudou a construir parte importante da cena independente brasileira.
Encerrando a noite, Lourena apresenta sua mistura de rap, soul, R&B e pop, consolidando um dos nomes femininos mais fortes da música urbana contemporânea.




