24 de junho de 2026

Afri News

1 ano sem Juliana Marins: familiares relembram acidente e falam sobre saudade

Caso da brasileira que caiu durante uma trilha no Monte Rinjani mobilizou o país e gerou debates sobre operações de resgate em áreas de risco

Michael Fonseca | 23/06/2026
Thumbnail
- Crédito: Reprodução

No dia 20 de junho do ano passado, o brasileiro parou para acompanhar a história de Juliana Marins, a publicitária brasileira que caiu durante uma trilha no vulcão Monte Rinjani, segundo vulcão mais alto da Indonésia. Após um ano do caso, a família voltou a se manifestar sobre o ocorrido e prestou suas homenagens para a jovem.

Juliana tinha 26 anos e realizava um mochilão pelo Sudeste Asiático quando sofreu o acidente. A brasileira participava de uma trilha no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por aventureiros na Indonésia, quando caiu em uma área de difícil acesso. Imagens feitas por drones mostraram que ela sobreviveu inicialmente à queda, mas as condições climáticas e o terreno acidentado dificultaram o resgate. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois sem vida.

Em uma publicação nas redes sociais, Mariana Marins, irmã de Juliana, relembrou os momentos que antecederam a confirmação da tragédia e falou sobre a saudade que permanece desde então.

“Ontem foi uma sensação estranha. Quando deu 21h30, minha cabeça voltou para o ano passado. Foi nesse horário, no dia 20 de junho, que recebi uma mensagem de uma turista que estava passando pelo vulcão e soube do que estava acontecendo com a Juliana”, relembrou Mariana.

A irmã foi uma das responsáveis por movimentar as redes sociais e ajudar o caso a receber maiores proporções. Ela criou no Instagram o @resgatejulianamarins, que ajudou a ampliar o alcance, atualizar as informações sobre a Juliana e cobrar pelo resgate.

“Foi muito doido, porque justamente naquele horário senti vontade de mandar uma mensagem para ela, algo que tenho sentido com frequência ultimamente, para contar o que está acontecendo. Quando acontece alguma coisa, penso: “Ah, isso eu tenho que mandar para a Juliana”. E foi nesse momento que me veio a lembrança daquele 20 de junho do ano passado”, continuou.

Mariana faz aniversário no dia 23 de junho e desde o ano passado não conseguiu celebrar a data, já que no ano passado estava focando suas energias no resgate.

Os pais da jovem, Manoel e Estela Marins, também fizeram uma série de publicações ao longo dos últimos dias. Em uma publicação, o pai relatou que os dias perderam a cor. “Hoje, tentando refletir sobre tudo isso, percebo que a minha vida perdeu muito do seu colorido e da sua alegria. Ainda choro sua morte. Minha alegria ficou triste, meu sorriso é só da boca para fora. Muitas vezes ajo no automático e tento não lembrar de tudo aquilo.”

Estela refletiu que este mês está acontecendo a Copa do Mundo, um evento que Juliana gostava de acompanhar. “É, guria, tá rolando a copa de novo. É, de novo. Só que este ano a sua ausência gerou um desapego às baguncinhas por aqui. Enquanto a bola rola e geral desejando a 6ª estrela, aquela que você também esperou por cinco copas, lembra?”, escreveu em uma publicação. “Eu que, como você sabe, graças ao impedimento, não sei afirmar nem quando foi gol rsrsrs Só queria mesmo é ter minha 2ª estrela, por perto, minha pretinha que foi brilhar em outro plano.”

O caso teve grande repercussão nacional e internacional. Durante os dias de buscas, familiares, amigos e milhares de brasileiros acompanharam as operações de resgate pelas redes sociais, cobrando informações e maior rapidez das autoridades locais. A morte da jovem também levantou questionamentos sobre as condições de segurança da trilha e sobre a demora para que as equipes conseguissem chegar ao local onde ela estava.

Após a confirmação da morte, a família solicitou novas perícias para esclarecer as circunstâncias do acidente e questionou informações divulgadas inicialmente pelas autoridades indonésias. O caso ainda gerou discussões sobre protocolos de resgate para turistas em áreas de difícil acesso e sobre o suporte oferecido a brasileiros em situações de emergência no exterior.

Um ano depois, a história de Juliana Marins continua sendo lembrada por familiares, amigos e pessoas que acompanharam o caso. Em sua homenagem, a prefeitura de Niterói batizou o mirante e a trilha da Praia do Sossego, em Camboinhas, na Região Oceânica, com o nome de Juliana.

TAGS:
AUTOR:
Michael Fonseca