Política
Pessoas escravizadas que reflorestaram a Floresta da Tijuca são incluídos no Livro dos Heróis do Rio
Grupo foi responsável por plantar mais de 100 mil árvores entre 1861 e 1874

Os nomes de 11 pessoas escravizadas que lideraram o reflorestamento da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, foram oficialmente reconhecidos no “Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro”. A iniciativa, aprovada na última semana pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), destaca a contribuição desses trabalhadores para a recuperação ambiental da cidade no século XIX.
A inclusão dos nomes foi possível por meio do Projeto de Lei 605/23, da deputada estadual Dani Monteiro (PSOL). O texto foi aprovado por unanimidade e passou por uma modificação para garantir que fossem registrados também os trabalhadores que não tinham sobrenome.
🍀 O grupo foi responsável por plantar mais de 100 mil árvores entre 1861 e 1874, contribuindo para restaurar os mananciais da região e combater a escassez de água no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.
🎖️ Os homenageados são: Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Maria, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco. Seus nomes agora fazem parte do livro, que ainda não possui uma versão impressa.

“Esse projeto é um reconhecimento fundamental à contribuição de onze heróis e heroínas negras que, no século XIX, desempenharam papel crucial na recuperação ambiental da cidade do Rio de Janeiro”, destacou a deputada Dani Monteiro em suas redes sociais.
A Floresta da Tijuca é considerada um dos primeiros grandes projetos de reflorestamento do mundo, e o trabalho dessas 11 pessoas foi essencial para sua recuperação. 💚