24 de setembro de 2026

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Originais Podpah: novo selo leva culturas, comportamentos e histórias para além do podcast

Originais Podpah nasce com proposta documental e estreia investigando como o Mizuno Wave Prophecy ganhou novos significados nas periferias brasileiras

Barbara Braga | 24/09/2026
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- Crédito: Linkedin Victor Assis

O Podpah amplia seu espaço no audiovisual com a criação do Originais Podpah, novo selo da PodpahTV dedicado ao desenvolvimento de documentários e projetos especiais. A proposta é colocar no centro da narrativa histórias, culturas, comportamentos e personagens capazes de ajudar a entender diferentes fenômenos do presente.

O novo selo aposta em um olhar investigativo sobre assuntos que já fazem parte do cotidiano. A ideia é partir de algo reconhecível e ir além da superfície: entender como determinados objetos, movimentos e culturas ganham novos significados, atravessam comunidades e passam a ocupar o imaginário coletivo.

O primeiro projeto já segue esse caminho.

Estreado em 22 de setembro, o primeiro documentário do Originais Podpah investiga a trajetória do Mizuno Wave Prophecy, modelo que encontrou nas periferias brasileiras uma relação que ultrapassou sua proposta original.

A produção parte justamente desse encontro entre o produto e a quebrada para entender como o tênis passou a integrar o estilo, o cotidiano e a identidade de pessoas que ajudaram a construir novos significados para o modelo.

Em vez de olhar apenas para o tênis como objeto de moda, o documentário procura entender o que fez aquele produto ganhar vida própria dentro da cultura periférica. A narrativa é construída a partir de diferentes personagens e perspectivas, criando um retrato sobre consumo, estética, pertencimento e os caminhos pelos quais um produto pode ser ressignificado por uma comunidade.

É também um exemplo do tipo de pergunta que o novo selo pretende colocar em cena: o que existe por trás de algo que já conquistou um lugar no imaginário das pessoas?

Natã Figueiredo e Insallubre

Do Mizuno à Yakuza e ao K-pop

Se o primeiro projeto parte de um objeto ligado à cultura urbana brasileira, os próximos trabalhos mostram que o Originais Podpah pretende ampliar bastante seu campo de investigação.

Entre as produções anunciadas está um documentário sobre a Yakuza, organização associada ao crime organizado japonês e cercada por códigos, símbolos e uma história que atravessa gerações. A produção deverá explorar justamente esse universo cultural e os elementos que ajudaram a construir seu imaginário.

Outro projeto será dedicado ao K-pop, fenômeno que deixou de ser restrito à indústria musical sul-coreana e passou a movimentar comunidades, comportamentos, estética e mercados ao redor do mundo.

São temas bastante diferentes entre si, mas que seguem a mesma lógica editorial: investigar por que determinadas culturas e movimentos conseguem atravessar fronteiras e conquistar espaço na vida das pessoas.

“Originais Podpah nasce da vontade de olhar para histórias que já têm força e entender o que existe por trás delas. O Mizuno faz parte de um objeto que ganhou novos significados na periferia. A Yakuza nos leva para uma cultura com códigos e uma história própria. O K-pop parte de um fenômeno que atravessou fronteiras e se tornou uma linguagem global. São universos muito diferentes, mas que despertam a mesma curiosidade: entender por que determinadas culturas, comportamentos e movimentos ganham força e passam a fazer parte do imaginário das pessoas”, afirma Gabriel Carvalho, diretor de conteúdo.

Uma nova fase para a PodpahTV

O lançamento do selo também representa um novo capítulo na trajetória da PodpahTV, que já tem o audiovisual como parte fundamental de sua atuação.

O Originais Podpah amplia esse território ao apostar em uma linguagem documental e em projetos que não dependem necessariamente da estrutura tradicional de entrevistas. A proposta permite que o grupo desenvolva narrativas mais aprofundadas, com diferentes personagens, contextos e perspectivas.

Essa mudança abre espaço para que a Podpah investigue assuntos que conversam diretamente com o repertório cultural que já aparece em seus conteúdos, mas também para que avance por territórios completamente diferentes.

O resultado é uma frente que pode transitar entre cultura periférica, música, comportamento, moda, comunidades e fenômenos globais, sempre tendo a curiosidade como ponto de partida.

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Barbara Braga