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Morre Gilmar Sampaio, ícone da dança afro-brasileira na Bahia
Bailarino e coreógrafo deixa legado na formação de artistas e na valorização da cultura negra
O bailarino, coreógrafo e professor Gilmar Sampaio teve sua morte confirmada na última terça-feira (21), provocando comoção no cenário artístico e cultural da Bahia. Reconhecido como uma das principais referências da dança afro-brasileira no estado, o artista construiu uma trajetória marcada pela formação de novos talentos e pela valorização da cultura negra nos palcos.
Com uma carreira consolidada, Gilmar Sampaio teve forte ligação com o Balé Teatro Castro Alves, onde atuou por décadas e ajudou a construir uma linguagem que dialogava entre o balé clássico e as danças afro-brasileiras. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da dança contemporânea baiana e para a ampliação da presença de referências negras nas produções coreográficas.
Além da atuação como bailarino e coreógrafo, Gilmar também teve papel importante como professor, contribuindo diretamente na formação de gerações de artistas. Seu método valorizava a ancestralidade, a expressividade corporal e a conexão com as matrizes africanas, elementos que marcaram sua identidade artística ao longo da carreira.
O artista também era ligado às tradições de matriz africana, o que influenciou sua visão estética e pedagógica. Essa conexão atravessava sua produção e ajudou a consolidar seu nome como uma figura importante na valorização da cultura afro-brasileira dentro e fora dos palcos.
A morte de Gilmar Sampaio deixa uma lacuna significativa na cena cultural baiana. Colegas, instituições e artistas passaram a prestar homenagens, destacando sua contribuição para a dança, sua atuação como formador e o legado construído ao longo de décadas dedicadas à arte.




