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Euphoria chega ao fim após sete anos e encerra um dos maiores fenômenos culturais da TV dos anos 2020
Criada por Sam Levinson e estrelada por Zendaya, série da HBO termina após três temporadas e deixa um legado que ultrapassa a televisão
Após sete anos no ar, três temporadas e uma geração inteira de espectadores acompanhando seus personagens crescerem, Euphoria chegou oficialmente ao fim. A HBO confirmou que o episódio final da terceira temporada, exibido neste domingo (31), encerra a história criada por Sam Levinson.
O anúncio não surpreendeu quem acompanhava os bastidores da produção. Nos últimos meses, Zendaya já havia sugerido que a terceira temporada poderia representar o encerramento da série, enquanto o próprio Levinson afirmou em entrevistas recentes que nunca desenvolveu planos concretos para um quarto ano.
Mais do que uma série adolescente, Euphoria se tornou um dos principais retratos audiovisuais da geração que atravessou o início da década de 2020. Drogas, saúde mental, sexualidade, dependência emocional, identidade, redes sociais e pertencimento foram temas que ajudaram a transformar a produção em um fenômeno cultural muito além da audiência.
Quando os personagens deixaram de ser adolescentes
Lançada em 2019, Euphoria surgiu em um momento em que a televisão buscava novas formas de representar a juventude. Enquanto séries adolescentes tradicionais ainda orbitavam romances escolares e conflitos familiares, a produção da HBO apostou em uma abordagem mais intensa, estética e emocional.
A trajetória de Rue Bennett, interpretada por Zendaya, tornou-se o centro de uma narrativa marcada por vulnerabilidade, recaídas e tentativas constantes de reconstrução.
Ao longo dos anos, a série também transformou personagens como Jules, Cassie, Nate, Maddy e Lexi em referências culturais que ultrapassaram a tela e passaram a influenciar moda, comportamento, maquiagem, estética visual e debates nas redes sociais.
O sucesso que mudou a vida do elenco
O intervalo de quatro anos entre a segunda e a terceira temporada ajudou a revelar um dos principais desafios da produção: seu próprio sucesso.
Durante esse período, Zendaya consolidou sua posição entre os maiores nomes de Hollywood. Sydney Sweeney tornou-se uma das atrizes mais disputadas da indústria. Jacob Elordi ampliou sua carreira internacional e Hunter Schafer passou a ocupar espaço crescente no cinema e na moda.
O elenco que começou como promessa se transformou em um grupo de estrelas globais, tornando cada vez mais difícil reunir agendas para novas temporadas.
Não por acaso, o fim da série acontece justamente quando seus protagonistas já caminham por trajetórias que extrapolam o universo de Euphoria.
O legado de uma série que definiu uma era
Poucas produções da televisão recente conseguiram gerar um impacto tão amplo quanto Euphoria.
A série influenciou tendências visuais, impulsionou discussões sobre saúde mental, ajudou a consolidar Zendaya como um dos rostos mais importantes do entretenimento contemporâneo e estabeleceu uma linguagem estética que foi reproduzida por marcas, campanhas publicitárias, videoclipes e plataformas digitais ao redor do mundo.
Ao mesmo tempo, também esteve no centro de debates sobre representação, romantização de excessos e os limites da exposição emocional na ficção.
Independentemente das críticas, o fato é que Euphoria se tornou uma das obras mais influentes da cultura pop da década.
O fim de Euphoria também marca o fim de uma fase da cultura pop
O encerramento da série acontece em um momento de transformação para Hollywood. O streaming já não vive o mesmo ciclo de expansão acelerada do final da década passada e a indústria busca novos formatos para dialogar com audiências cada vez mais fragmentadas.
Nesse contexto, Euphoria encerra sua trajetória como um retrato específico de uma geração, de um período da internet e de uma estética que ajudou a definir os anos 2020.
Mais do que uma série de sucesso, a produção da HBO deixa como legado um raro fenômeno cultural capaz de influenciar moda, linguagem, comportamento e entretenimento ao mesmo tempo.
Poucas produções conseguem ocupar esse espaço. Menos ainda conseguem encerrá-lo enquanto continuam relevantes.




