Filmes e séries
“Cidade de Deus: A Luta Não Para” leva elenco e direção ao Festival do Rio para sessão especial da 2ª temporada
Episódio de estreia será exibido em primeira mão no Cine Odeon, nesta sexta-feira (9), com presença de nomes que retornam ao universo do filme de 2002
“Cidade de Deus: A Luta Não Para” volta ao lugar onde sua história ganhou novas camadas: o cinema. Nesta sexta-feira (9), a segunda temporada da série HBO Original será exibida em primeira mão durante a 28ª edição do Festival do Rio, em uma sessão especial que reúne direção, elenco e convidados no Cine Odeon, a partir das 21h45.
A sessão integra a Première Brasil: Especial Séries Brasileiras e marca um momento simbólico para uma produção que nasceu da continuidade de um dos filmes mais importantes do cinema brasileiro. Mais de duas décadas depois da estreia de “Cidade de Deus”, em 2002, personagens e intérpretes que ajudaram a construir aquele universo voltam a dividir espaço com uma nova geração de atores.
Entre os nomes confirmados para a sessão estão Aly Muritiba, diretor-geral da série, além de Alexandre Rodrigues, Roberta Rodrigues e Sabrina Rosa, que retornam aos personagens que interpretaram no longa-metragem original. Também estarão presentes integrantes da nova geração do elenco, como Dhonata Augusto, Luellem de Castro, Victor de Andrade, Rafael Lozano e Otávio Linhares, entre outros.
O reencontro não acontece apenas diante das câmeras. Ao retornar à Cidade de Deus, a série também revisita um território que, desde o filme de 2002, foi representado inúmeras vezes pelo audiovisual, mas que continua atravessado por transformações sociais, disputas de poder e diferentes formas de resistência.
Uma nova disputa pelo território
A segunda temporada terá seis episódios e parte de uma mudança importante na estrutura de poder da comunidade após a morte de Curió, chefe do tráfico. A ausência deixada pelo personagem abre espaço para novos conflitos, alianças e disputas pelo controle do território.
A trama também amplia o olhar para questões como corrupção política, avanço das milícias e violência, mostrando como diferentes interesses passam a disputar espaço dentro e fora da comunidade.
Mas a série não coloca o território apenas como cenário da violência. A nova temporada também acompanha a maneira como os moradores encontram na cultura, no funk e nos bailes espaços de convivência, expressão e resistência.
Essa dimensão ajuda a deslocar a narrativa para além da disputa pelo poder armado. Em meio aos conflitos, a cultura aparece como ferramenta de pertencimento e construção coletiva, revelando outras formas pelas quais os moradores ocupam e transformam o próprio território.
Do filme à série
A chegada da segunda temporada também reforça a longevidade do universo criado por “Cidade de Deus”. O longa dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, lançado em 2002, tornou-se uma referência internacional do cinema brasileiro e revelou atores que posteriormente construíram trajetórias importantes na televisão, no cinema e no teatro.
Na série, alguns desses personagens retornam anos depois, enquanto novos rostos passam a integrar a narrativa. Alexandre Rodrigues, por exemplo, novamente interpreta Buscapé, personagem que funciona como uma espécie de testemunha das transformações da comunidade e do próprio universo narrativo.
O retorno de Roberta Rodrigues e Sabrina Rosa também reforça essa ponte entre diferentes momentos da história. Ao lado delas, a presença de uma nova geração amplia as possibilidades da trama e permite que Cidade de Deus continue sendo contada a partir de outros personagens e conflitos.
Uma produção que atravessa gerações
Com o Festival do Rio como ponto de encontro entre passado e presente, “Cidade de Deus: A Luta Não Para” chega à segunda temporada mantendo um universo reconhecido pelo público, mas colocando novas disputas no centro da narrativa.
A sessão especial no Cine Odeon acontece nesta sexta-feira (9), às 21h45, e apresenta ao público do festival, antes da estreia oficial, o primeiro episódio de uma temporada que volta a olhar para a comunidade a partir de poder, violência, cultura e resistência.




