15 de abril de 2026

Afri News

Chuvas em Angola deixam mais de 50 mil afetados, provocam mortes e colocam regiões em estado de calamidade

Transbordamento do rio Cavaco em Benguela, colapso de infraestruturas e inundações em Luanda agravam crise humanitária no país

Barbara Braga | 15/04/2026
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- Crédito: Administração Municipal de Benguela | Redes Socias/X/@/Tulymong | Miramar News

Fortes chuvas que atingem a Angola colocaram diversas regiões em estado de calamidade, após dias de precipitação intensa que provocaram inundações, deslizamentos e destruição de infraestruturas. O balanço mais recente divulgado por veículos locais aponta pelo menos 45 mortos, centenas de feridos e mais de 51 mil pessoas afetadas em diferentes províncias do país.

A situação mais crítica foi registrada na província de Benguela, onde o transbordamento do rio Cavaco, após o rompimento de um dique de proteção, inundou bairros inteiros. Comunidades como Calomanga, Massangarala, Santa Teresa e Tchipiandalo ficaram submersas, com moradores buscando refúgio em telhados enquanto a água avançava rapidamente. Autoridades locais relatam que mais de 500 casas desabaram, deixando centenas de famílias sem moradia.

Além da destruição de residências, as enchentes provocaram colapso na mobilidade e no abastecimento. Estradas entre Benguela e Lobito foram cortadas, a circulação ferroviária foi suspensa em trechos da província e uma ponte desabou, comprometendo o fornecimento de água em várias localidades. O cenário dificultou o acesso das equipes de resgate e ampliou a urgência da resposta emergencial.

Equipes de segurança e emergência realizaram mais de 1.600 resgates, enquanto milhares de pessoas seguem desalojadas e dependem de abrigos improvisados. A necessidade mais urgente inclui alimentos, água potável, colchões e atendimento médico, principalmente para crianças e idosos.

Na capital Luanda, as chuvas também provocaram impactos significativos. Inundações atingiram centenas de casas, deixaram mais de 1.400 pessoas diretamente afetadas e causaram falhas no fornecimento de energia elétrica, com registros que indicam mais de 45 mil famílias impactadas pelas interrupções.

Diante da dimensão da tragédia, organizações humanitárias e iniciativas locais começaram a mobilizar apoio para as vítimas. Entidades como a Cruz Vermelha e grupos comunitários atuam na distribuição de ajuda emergencial, enquanto autoridades seguem monitorando o nível dos rios e o risco de novas chuvas.

Com milhares de pessoas desalojadas e áreas ainda alagadas, a crise continua em evolução. O governo mantém o alerta em várias regiões, enquanto equipes de proteção civil trabalham para restabelecer serviços básicos e ampliar a assistência às comunidades afetadas.

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Barbara Braga