22 de outubro de 2026

Festivais e Shows

BATEKOO Festival anuncia lineup completo com Pixote, D’Leesa, Sango e Naomy Vissolela

Com 30 atrações, evento acontece em 14 de novembro, em São Paulo, e reúne diferentes gerações e cenas da música negra sob o conceito de Améfricanidade

Barbara Braga | 22/10/2026
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- Crédito: @kennedyrichelly | @grupopixote | @tododomingoerua | @dreamydleesa | @sango_ | @naomyvissolela

O BATEKOO Festival 2026 anunciou a programação completa de sua próxima edição, marcada para o dia 14 de novembro, na Arena Canindé, em São Paulo. Com 30 atrações, o evento reúne artistas brasileiros e internacionais em uma programação que atravessa o pagode, o funk, o rap, a música eletrônica e outras expressões da cultura musical negra.

Entre os destaques estão o grupo Pixote, a Aparelhagem Crocodilo, do Pará, e os artistas internacionais D’Leesa, Sango, MikeQ, Kiddy Smile, Jyoty e Naomy Vissolela. A proposta é aproximar diferentes gerações, territórios e cenas musicais, mostrando a diversidade de sonoridades que atravessam a diáspora negra.

Conhecido pelo repertório de pagode romântico, o Pixote divide a programação com a Aparelhagem Crocodilo, ligada à cultura das festas de aparelhagem paraenses. A presença dos dois nomes evidencia o encontro entre expressões populares brasileiras que nasceram e se desenvolveram em contextos distintos.

A programação internacional também reúne artistas com trajetórias ligadas à música eletrônica e à cultura de pista. A norte-americana D’Leesa, cantora, compositora e produtora, integra o lineup ao lado de Sango, produtor e DJ conhecido por misturar referências do hip-hop, do R&B e da música eletrônica.

Outro nome confirmado é MikeQ, referência da cultura ballroom e fundador do selo Qween Beat. Já o francês Kiddy Smile conecta house music, cultura ballroom e expressão queer em seu trabalho. Completam a lista internacional Jyoty e Naomy Vissolela.

Améfricanidade guia a edição de 2026

O conceito escolhido para orientar o festival neste ano é a Améfricanidade, elaborado pela intelectual brasileira Lélia Gonzalez para refletir sobre a presença africana na formação das sociedades americanas e as experiências compartilhadas por populações negras nas Américas.

A partir dessa perspectiva, o BATEKOO propõe uma programação que aproxima diferentes referências culturais e musicais, reconhecendo as conexões entre territórios da diáspora negra. Pagode, pagodão, funk, rap, tecnobrega e música eletrônica aparecem nesse encontro não como expressões isoladas, mas como parte de uma produção cultural atravessada por histórias, intercâmbios e reinvenções.

Para Mauricio Sacramento, CEO, diretor criativo e curador do festival, a proposta é transformar essas conexões em experiências vividas pelo público na pista.

“Quando pensamos a curadoria do BATEKOO Festival 2026, partimos da Améfricanidade para olhar para as conexões entre diferentes territórios da diáspora negra e para a forma como essas trocas se manifestam na música e na cultura”, afirma.

O curador também destaca a intenção de aproximar ritmos e referências de diferentes gerações, valorizando manifestações que fazem parte da formação cultural brasileira e dialogam com cenas contemporâneas. Nascido em Salvador, o projeto ampliou suas conexões com outras cidades e territórios ao longo dos anos, movimento que a edição de 2026 pretende levar para a programação.

Uma leitura da música negra contemporânea

Além dos artistas de maior projeção, o lineup reúne nomes de diferentes regiões do Brasil e de circuitos independentes. Entre as atrações nacionais estão Bloquinho Delas, Yuri Redicopa, Bia Soull, Vita’s House, Tropa do Jamal, Majis, Clementaum, Paulete Lindacelva, DJ Wuk, RD da DZ7, Samba do Cruz, DJ Akila, Fuego Dancehall, Yure Idd, Mirands, FreshPrinceDaBahia, Iamlope$$$ e BATEKOO Experience.

A programação também conta com Leona Vingativa, Haonê Thinar, Aisha Mbikila e Juju ZL, que integram o festival como MCs.

Para Artur Santoro, sócio e curador do BATEKOO, a seleção de artistas também representa uma maneira de ampliar a compreensão sobre a produção cultural brasileira, para além das referências mais concentradas no eixo Rio-São Paulo.

“Nosso line up é tanto radar cultural quanto um posicionamento do panorama musical contemporâneo brasileiro. Não apresentamos apostas ou obviedades, mas pesquisa. É celebração em disputa”, afirma.

Com artistas de diferentes regiões, gerações e trajetórias, o BATEKOO Festival 2026 propõe uma experiência que vai além da reunião de shows: coloca em diálogo expressões da cultura negra brasileira e internacional e destaca a música como espaço de encontro, identidade e circulação cultural.

O evento acontece no dia 14 de novembro de 2026, das 18h às 6h, na Arena Canindé, em São Paulo. Os ingressos custam a partir de R$ 65 e estão à venda pela plataforma Shotgun. A classificação indicativa é de 18 anos.

O festival é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Mercado Livre, com patrocínio do Mercado Livre e de Club Social. A Shotgun é a ticketeira oficial. O evento tem apoio de MAR, MAP Music, France au Brésil e White Horse, com realização da BATEKOO e do Ministério da Cultura.

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Barbara Braga