• 13-06-2024

Responsáveis pelas coreografias mais memoráveis, o grupo "É o Tchan" fala sobre carreira e futuro

Com quase 30 anos de estrada, ícones de mais de uma geração de pessoas e os expoentes mais populares do pagodão baiano dos anos 90, o É o Tchan (@eotchanoficial) deu entrevista exclusiva para a Africanize nos estúdios da One RPM(@onerpmbr). Beto Jamaica e Compadre Washington esbanjam a simpatia de sempre ao falarem sobre sa trajetória. “O Tchan começou como Gera Samba. Uma brincadeira que se tornou realidade e abriu portas para vários artistas de Salvador. Para nós é gratificante saber que abrimos as portas para novos talentos no Brasil, que fomos precursores desse movimento”, conta Compadre Washington

 

Ainda lotando shows pelo país, o segredo do grupo está “no  respeito pela música, pela batida e pelo público" segundo o vocalista Beto Jamaica. E de fato, através dos anos, o grupo se manteve muito fiel a sua sonoridade, ainda que tenham passado por ondas de baixa comercial do axé (como o estilo é conhecido no Brasil. “Já fizemos Tchan sertanejo, rock do tchan, samba rock, temos variedades na nossa discografia. Já fizemos funk. O Tchan tem essa coisa de misturar os ritmos, mas é claro que nossa raiz é o samba de roda. Conseguimos botar coreografia em cima disso. O Tchan é o mundo”, completa Beto.

 

Mesmo com tanto tempo de carreira, as ambições de Washington e Jamaica são respeitáveis. Raça Negra (@racanegra), Péricles (@pericles), Exaltasamba, Jimmy Cliff (@jimmycliff) e Stevie Wonder são alguns dos artistas que os líderes do É o Tchan sonham em fazer parcerias. “Eu gravaria com Jimmy Cliff. Ele já morou em Salvador”, conta Jamaica enquanto acompanhado de Compadre Washington começam uma batida para cantar ‘Reggae do Tchan’, música gravada em parceria com Olodum.

 

Responsáveis pelas coreografias mais memoráveis da década de 90, a banda continua sendo marcada em publicações do Tik Tok. “Fundamos o Tchan que Tok”, brinca Washington. A gente continua fazendo música e mostrando para as pessoas. Sempre fomos atuais, as pessoas continuam marcando e fazendo coreografias de 30 anos atrás. O mundo está para todo mundo curtir um pouquinho, mas também fazemos música para casar com as coreografias que estão acontecendo”, finaliza.

 

Entrevista: @iamwanessx