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Lei acaba com exigência do capelo tradicional para cabelos crespos em formaturas
Passam a ser permitidos: capelo durag, o turbante, a tiara e o pente garfo, opções pensadas para acomodar dreads, tranças e penteados volumoso

Salvador deu um passo importante rumo à inclusão e representatividade com a sanção de uma nova lei que elimina a obrigatoriedade do capelo tradicional em cerimônias de formatura para pessoas com cabelos crespos e volumosos. A medida, além de reconhecer a diversidade capilar, impõe às instituições de ensino a necessidade de oferecer alternativas adequadas, garantindo que todos os formandos possam celebrar suas conquistas sem obstáculos relacionados à vestimenta acadêmica.
Entre os modelos que passam a ser permitidos, estão o capelo durag, o turbante, a tiara e o pente garfo, opções pensadas para acomodar dreads, tranças e penteados volumosos. A iniciativa visa combater padrões excludentes, valorizando a identidade negra e promovendo a equidade nos espaços de ensino.
A vereadora Marta Rodrigues (PT), autora do projeto, ressaltou a importância da mudança. Para ela, essa medida reforça a necessidade de transformar espaços acadêmicos para que não reproduzam o racismo estrutural. O movimento #RespeitaMeuCapelo surgiu como uma iniciativa inovadora para garantir mais representatividade e inclusão em cerimônias de formatura no Brasil.
Criado pela agência GUT São Paulo, em parceria com a marca de beleza Vult, do Grupo Boticário, o projeto levantou um debate essencial sobre a falta de opções de capelos acadêmicos que respeitem a diversidade capilar.

Com o apoio da marca baiana Dendezeiro, especializada na pluralidade dos corpos, foram desenvolvidos quatro versões de capelos inclusivos. O objetivo era adaptar a vestimenta tradicional para cabelos crespos, cacheados e volumosos, permitindo que mais pessoas celebrem suas conquistas acadêmicas sem precisar esconder ou alterar sua identidade capilar.